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Dados de compositor
Sediada nas instalações do Mosteiro de S. Bento da Vitória, edifício beneditino do século XVI, e criada em Setembro de 1997, pelo Decreto-Lei nº 243/97, a "Orquestra Nacional do Porto" é uma pessoa colectiva de direito público, tutelada pelo Ministério da Cultura. De acordo com o referido diploma deverá constituir ‘um dos pólos mais relevantes do desenvolvimento musical de todo o País’, por meio da execução regular do grande repertório internacional, a par da divulgação da literatura orquestral portuguesa, do estímulo à criação de novos público, com particular incidência sobre os mais jovens, da ligação aos circuitos artísticos internacionais, sem prejuízo de uma política de promoção dos intérpretes portugueses. Neste sentido, a sua actividade, ainda que centrada na cidade do Porto, compreende digressões, no País e no estrangeiro, a gravação discográfica, videográfica, radiofónica e televisiva, a encomenda e a edição gráfica de obras de compositores nacionais. Contudo, as origens da actual ONP datam de 1947, ano em que, por iniciativa da Profª Maria Adelaide de Freitas Gonçalves, foi constituída a Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, mais tarde integrada na Emissora Nacional e, subsequentemente, na Radiodifusão Portuguesa. Este agrupamento viveu até 1989, ano em que foi extinto, para dar lugar à Orquestra do Porto, um excelente conjunto de dimensão média, criado no âmbito da ‘Régie Cooperativa Sinfonia’, projecto ambicioso que não teve longa duração. Em 1993, extinguia-se o referido projecto, sendo criada, em sua substituição, a Orquestra Clássica do Porto, que compreendia, à semelhança da sua antecessora, um grupo de 52 instrumentistas permanentes de elevado nível. Também este núcleo orquestral não viria a ter uma existência prolongada, em virtude da inexistência de um enquadramento jurídico. No entanto, ao longo de cinco temporadas, desenvolveu intensa actividade, prestada a prestigiadas instituições culturais, como o Coro da Sé Catedral do Porto, o Círculo Portuense de Ópera, o Concurso Internacional de Música da Cidade do porto e a Companhia Nacional de Bailado. Esta actividade foi complementada com a edição de 6 CD’s com acentuada predominância de compositores e intérpretes nacionais. Dotada agora de uma personalidade jurídica própria e de uma orgânica institucional adequada, a ONP propõe-se continuar e desenvolver as linhas mestras de actuação já referidas, ao mesmo tempo que se prepara para readquirir a dimensão sinfónica há tantos anos perdida.