Compositores

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Armando Santiago nasceu em Lisboa a 18 de Junho de 1932 e naturalizou-se canadiano em 1972. Em 1954 ganhou o primeiro prémio de história da música e em 1960 o primeiro prémio de composição, ambos no Conservatório de Lisboa. Compositor, maestro, professor e administrador, estudou canto, piano e violoncelo no Conservatório de Lisboa e direcção de orquestra com Hans Münch e Franco Ferrara. Em 1960 deslocou-se para Paris, onde estudou as técnicas da música concreta com Pierre Schaeffer, no Serviço de Pesquisa da ORTF. Bolseiro dos governos de Portugal e de Itália (1962-1964), trabalhou em Roma com Boris Porena e seguiu o curso de Goffredo Petrassi na Academia de Santa Cecília, obtendo o diploma de estudos superiores de composição. Antes de se fixar no Québec, desenvolveu uma intensa actividade musicológica no seio da Fundação Calouste Gulbenkian (1960-1968) e foi proposto, pelo governo português, para o estudo e organização do Serviço de Música da Biblioteca Nacional de Lisboa (1965-1968). Na evolução da sua actividade de compositor, Armando Santiago exprimiu-se por intermédio de meios técnicos e estéticos diversos. A sua actividade de composição surge como uma forma de responder a uma necessidade pessoal, procurando o cumprimento do detalhe e da justeza de cada atitude. Sem perder de vista o ensino da História, para Armando Santiago, compor não é um acto isolado da problemática geral da criação artística. A partitura musical não é, assim, mais do que um ‘ajustamento’, por via de códigos específicos, e o compositor um artesão-filtro, sensível e ecléctico. As transformações da linguagem e dos símbolos, apanágio do diálogo, penetrarão então implicitamente, por osmose, na estrutura profunda da obra, e isto, à margem da adopção activa de soluções imediatas de última hora, do refúgio sistemático da trajectória da herança, ou do pudor dos valores do humano. Entre 1982 e 1984, Armando Santiago dirigiu as orquestras Sinfónicas de Lisboa e Porto e na temporada de Verão de 1984 foi maestro convidado da Orquestra Sinfónica do Collegium Musicum Pommersfelden, na República Federal da Alemanha. Paralelamente à sua carreira de compositor, Armando Santiago manifestou sempre um grande interesse pelo ensino. Depois da sua passagem por Roma, leccionou história da música e música de câmara na Academia de Santa Cecília, em Lisboa. Depois de se instalar no Québec, em 1968, começou a leccionar composição e dirigiu a classe de orquestra do Conservatório de Música de Trois-Rivières, instituição de que foi, mais tarde, director (1974-1978). Em 1978, Armando Santiago foi nomeado director do Conservatório de Música do Québec, onde foi chamado, pela Direcção Geral dos Conservatórios de Música do Québec, a prosseguir as reformas dos programas de ensino, mandato que manteve até 1985, acumulando com as funções de Director da Orquestra Sinfónica do Conservatório e de titular de uma classe de composição. Desde 1985 até à data da sua reforma (1997), Armando Santiago manteve as suas actividades pedagógicas no Conservatório de Música do Québec, como titular da classe de composição. Ensinou igualmente harmonia tonal avançada e música de câmara contemporânea. Armando Santiago manteve uma actividade regular no seio da vida musical do Québec, nomeadamente a partir de 1978. No decurso da temporada de 1980-81, a Associação para a Música Contemporânea do Québec dedicou um concerto às suas obras, o qual foi transmitido pela Sociedade Radio Canada. De 1973 a 1985 foi maestro convidado da Orquestra de Câmara da Sociedade Radio Canada, no Québec. Em Abril de 1977, o Conservatório de Música de Trois-Rivières quis sublinhar a passagem de Armando Santiago por esta escola. Depois desta data, a sala de concertos desta instituição é designada pelo nome ‘Sala Armando Santiago’. Armando Santiago foi membro dos corpos sociais da CAPAC e do Conselho Canadiano da Música; é membro da SOCAN e da Liga Canadiana de Compositores. (Biografia disponível no site do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian)