PAULO JORGE FERREIRA EM FOCO NO MIC​.​PT EM SETEMBRO
Uma nova entrevista com o acordeonista, professor e compositor Paulo Jorge Ferreira está dispo­nível na secção Em Foco do MIC.PT durante o mês de setembro.
       Nascido em 1966, Paulo Jorge Ferreira tem realizado recitais e concertos na Alema­nha, Áustria, Bélgica, China, Espanha, França, Holanda, Hungria, Itália, Macau, Mé­xico, Polónia e Portugal, tendo tocado com músicos portugueses e estrangeiros de enor­me pre­stígio. Ao longo da sua carreira, participou em gravações discográficas, bem como em programas radiofónicos e televisivos.
       Na sua forma de compor, Paulo Jorge Ferreira não se submete a nenhum estilo ou corrente estética de música, tendo recebido encomendas de alguns dos solistas, grupos de câmara e festivais de música portugueses mais conceituados. Várias das suas peças têm sido executadas no estrangeiro.
       Paulo Jorge Ferreira é professor de Acordeão e de Música de Câmara na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa. Músico de destaque no desen­volvimento artístico do acordeão e do seu novo repertório em Portugal, é diretor artístico do Festival e Concurso Folefest, bem como presidente da respetiva associação.
Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT
Amílcar Vasques-Dias · © Helena Nóbrega
Amílcar Vasques-Dias · © Helena Nóbrega

Em setembro, Amílcar Vasques-Dias será o com­positor em destaque no âmbito do Q.Festival–Música Portuguesa, uma iniciativa de Teresa Pinto (Q.Art Magazine + Events). Neste sentido, no dia 13, a De Engelse Kerk, em Amesterdão, irá receber a pianista Inês Filipe, que interpretará o ciclo Lume de Chão – tecido de memórias e afectos (2004), do compositor (editado pelo MIC.PT), bem como obras de Constança Capdeville e Fernando Lopes-Graça. No dia 27 do mesmo mês, Amílcar Vasques-Dias sobe ao palco do Q.Festival na Amstelkerk, em Amesterdão, para apresentar um programa intitulado Memória e Identidade, ao piano e acompanhado pela can­tora Cláudia Pereira Pinto. «Este concerto», revela o com­positor, «não só reflete a minha vivência nos Países Baixos entre 1974 e 1988, como também a vida — a minha vida — em Portugal. Ao integrar canções que evocam o Alentejo e poetas portugueses, reafirma-se o valor da cultura e da pa­lavra portuguesas, num encontro de experiências e inspi­rações que transcendem fronteiras».

A obra eletroacústica La Gloire du Superflu (2025), do compositor António Ferreira (editado pelo MIC.PT), será apresentada no contexto da 44.ª Assem­bleia Geral da Confederação Internacional de Música Eletro­acústica (CIME–ICEM), que decorrerá nos próximos dias 10 e 11 de setembro, na Zürcher Hochschule der Künste, em Zurique, na Suíça. A CIME–ICEM, da qual a Miso Music Por­tugal é a Federação Portuguesa, foi fundada em 1981, em Bourges (França), por iniciativa de Christian Clozier. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos parceira da UNESCO e membro do Conselho Internacional da Música (IMC), dedi­cada a apoiar, promover e desenvolver a música eletroa­cústica em todo o mundo. Aa obra La Gloire du Superflu, estreada no passado dia 14 de março no O'culto da Ajuda, em Lisboa, foi criada com o objetivo principal de explorar as várias capacidades de espacialização imersiva permitidas pela Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. A pe­ça recorre à tecnologia Ambisonics para a conceção e rea­lização do espaço sonoro.
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar

António Pinho Vargas será o compositor residente no festival Hortênsia Music – Erupção Musical, que de­correrá entre 1 e 10 de setembro, em Angra do Heroísmo, nos Açores. Neste âmbito, serão apresentadas várias obras deste compositor editado pelo MIC.PT e António Pinho Vargas dará também uma con­ferência-recital na Bi­blioteca Pública Luís da Silva Ribeiro. No dia 5 de setembro, a obra Dissolves me into geometrics, criada por António Pinho Vargas em 2025, será apresentada no Festival Iti­nerante de Percussão 2026, na Casa da Música, no Porto. Este concerto contará com a participação de Mário Teixeira (direção) e dos percussionistas: João Dias, André Dias, Miquel Bernat, Vasco Ramalho, Marco Fernandes, Tomás Moital e João Simões. No final do mês, a obra de António Pinho Vargas Nocturno/Diurno (1994), na sua versão para ensem­ble de cordas, será apresentada pela Orquestra Metropoli­tana de Lisboa, sob a direção do ma­estro Pedro Neves, no dia 27, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Carlos Caires · © Jorge Carmona
Carlos Caires · © Jorge Carmona

A instalação Lugares Invisíveis, da autoria do compositor Carlos Caires (editado pelo MIC.PT), será apresentada no contexto do Festival Jovens Músicos 2026, a partir do próximo dia 15 de setembro, no espaço Lisboa Incomum. Lugares Invisíveis: Festival Jovens Músi­cos 2026 é uma instalação interativa e multimédia que con­vida os participantes a despertar e manipular um sistema sonoro imersivo através dos movimentos das mãos. Trata-se de uma criação iniciada no âmbito do Simpósio Cultura e Sustentabilidade 2020, uma iniciativa do Projecto DME. A instalação Lugares Invisíveis já foi apresentada em diversos locais e contextos, nomeadamente no Festival Punto y Raya, no Festival Monstra, no Festival Música em São Roque e no Museu Nacional da Música. Esta iteração da obra, especi­almente preparada e desenvolvida para o Festival Jovens Músicos 2026, apresenta-se com um conteúdo sonoro e uma interface visual renovados, concebidos propositada­mente para o contexto deste evento.

A obra Svart Hål (2019), do compositor Cláudio de Pina (editado pelo MIC.PT) foi selecionada para difusão na rádio Radiophrenia (Glasgow, Escócia), no dia 6 de setembro, a partir das 22h30. O evento, denominado The Light at the End of the Dial, decorrerá entre os dias 5 e 20, com radiodifusão (87.9 FM) em: Glasgow, Brighton & Hove, Cambridge, Greater London, Norwich, King’s Lynn e Peterborough. O evento também será transmitido por DAB+, em formato de rádio digital e retransmitido pela Radio Tsonami (Chile). No dia 19 de setembro, na Universidade NOVA – Colégio Almada Negreiros, em Lisboa, Cláudio de Pina também apresentará o seu recente álbum Outras Flores de Música (2026), editado pela Miso Records, no contexto da iniciativa académica da IN2PAST, no painel Memórias, Passados e Construção do Conhecimento.

Em setembro, duas obras da compositora Constança Capdeville (editada pelo MIC.PT) serão interpretadas nos Países Baixos e em Portugal. A primeira, inti­tulada Visions d'Enfant (1958–1959) e escrita para piano, integrará o recital que a pianista Inês Filipe apresentará no âmbito do Q.Festival–Música Portuguesa, no dia 13, na De Engelse Kerk, em Amesterdão. A segunda obra, Concertino (1965) para quarteto de cordas, será in­terpretada pelo Miso String Quartet, com Pedro Lopes (violino), César Nogueira (violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violon­celo), no dia 22, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. O respon­sável pelo grafismo e pela revisão musical da partitura do Concertino é o compositor António de Sousa Dias (editado pelo MIC.PT), a qual em breve integrará o catálogo de par­tituras editadas pelo MIC.PT.
Fernando C. Lapa · © Lino Silva
Fernando C. Lapa · © Lino Silva

Com música de Fernando C. Lapa (compositor edi­tado pelo MIC.PT) e libreto e encenação de António Durães, a ópera Papa est Mort – António Feijó, o poeta que morreu de amor (2026) será apresentada no pró­ximo dia 6 de setembro no Theatro Circo, em Braga, no âmbito da Noite Branca. A ópera, que conta com doze cenas e celebra a figura excecional do diplomata e poeta parna­siano António Feijó, estreou-se no passado mês de março no Teatro Diogo Bernardes, encerrando as comemo­rações dos 900 anos do Foral de Ponte de Lima. A interpre­tação da obra no âmbito do festival Noite Branca de Braga — inspi­rado na Nuit Blanche de Paris, que nasceu em 2012 com o objetivo de revitalizar o centro histórico da cidade — será da responsabilidade da soprano Sara Braga Simões, dos teno­res Marco Alves dos Santos e Leonel Pinheiro (em duplo elenco) e do barítono Tiago Matos. Os artistas serão acom­panhados pelo Toy Ensemble, sob a direção do maestro José Eduardo Gomes.

Entre 17 e 20 de setembro, o Teatro Variedades, em Lisboa, recebe a ópera Pigmalião (2025), com música de Gerson Batista (compositor editado pelo MIC.PT), libreto de Tiago Schwäbl Martins e encenação e conceção plástica de João Vieira Fino. Esta ópera, que transpõe o mito clássico para um futuro pós-apocalíptico, cruza a linguagem operática com música eletrónica e eletro­acústica e possui uma forte componente visual. Trata-se da primeira produção da Plataforma Cultural, uma associação cultural sem fins lucrativos dedicada à criação contemporâ­nea. Nos papéis principais, estarão em palco o contratenor António Lourenço Menezes, que interpretará Pigmalião, e a soprano Sara Afonso, que interpretará Manequim. Os can­tores serão acompanhados pelo Ensemble Efeito Pigmalião e pelo Grupo Vocal Arsis (Coro), que reúne cerca de 30 co­ra­listas. A direção musical está a cargo de Gonçalo Santos. Pigmalião nasceu de uma encomenda do Festival Informal de Ópera (FIO).
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins

Duas peças do compositor Hugo Vasco Reis (editado pelo MIC.PT) — Micro Im­ages for Piano (2017) e Micro Images for Record­ers and Pianoforte (2026) —, estão incluídas no programa dos concertos da digressão brasileira do Borealis Ensemble, intitulada Sarabanda Atlân­tica, que, até ao dia 8 de setembro, visitará localidades como Uberlândia, Belo Hori­zonte, Recife e Manaus. Neste projeto, o Borealis Ensemble — composto por António Carrilho (flau­ta de bisel) e Helena Marinho (piano) — convida o pú­blico para refletir sobre a cultura partilhada por Portugal e pelo Brasil, apresentando um conjunto de obras de compo­sitoras e compositores dos dois países. «Na minha prática», afirmou Hugo Vasco Reis na entrevista ao MIC.PT em novem­bro de 2019, «está sempre presente o aspeto racional, emo­tivo e a necessidade interior de criar, de dizer algo. Se algum dia deixar de ter esta necessidade, faço uma pausa ou mudo de atividade. Não estaria a ser honesto na criação».
Isabel Soveral · © Sofia Moraes
Isabel Soveral · © Sofia Moraes

A obra para septeto de per­cussão, Configurations du poète (2023), escrita pela compositora Isabel Soveral (editada pelo MIC.PT) em resposta a uma enco­menda da associação Arte no Tempo, será apresentada no dia 5 de setembro, na Casa da Música, no Porto, no contex­to de mais uma edição especial do Festival Itinerante de Per­cus­são. O programa do concerto, dirigido por Mário Teixeira e interpretado pelos percussionistas João Dias, André Dias, Miquel Bernat, Vasco Ramalho, Marco Fernandes, Tomás Moital e João Simões, incluirá também obras de António Pinho Vargas, João Moreira e Luís Antunes Pena. A carac­terística que distingue a música de Isabel Soveral, tanto a nível macro como micro, é a morfose, ou seja, a transfor­mação constante de peça para peça. A sua música, com uma forte influência do modernismo, destaca também uma componente «visual», refletida na sua forma de trabalhar os «tecidos sonoros», nas suas próprias palavras.
Jaime Reis · © Sofia Nunes
Jaime Reis · © Sofia Nunes

Durante a primeira quin­zena de setembro, o com­positor Jaime Reis (editado pelo MIC.PT) , dará continu­idade à sua digressão no México, com visitas à Uni­versidad de las Artes de Yucatán, à Escuela Superior de Mú­sica y Danza de Monterrey e à Universidad Nacional Autó­noma de México, na Cidade do México. Nestas instituições realizará masterclasses e workshops de composição, um concerto-palestra e uma conferência. No início do mês, mais precisamente no dia 1, a sua obra deformação.matéria. de 2026, para quatro instrumentos amplificados — flauta, saxo­fone, acordeão e percussão — será interpretada pelo En­semble Orbis, sob a direção de Demian Rudel Rey. O con­certo terá lugar na Salle Paul Garcin, em Lyon, França; e integra o projeto O Canto das Sementes, uma iniciativa do Projecto DME, incluindo ainda no programa obras de Ana Maria Oancea, Bruna Santander, Demian Rudel Rey, Mariana Vieira, Nuno d’Eça e Simon Louche. Por fim, no final de setembro, entre os dias 24 e 27, Jaime Reis traba­lhará com a JOP – Jovem Orquestra Portuguesa, no âmbito do programa JOP Contemporânea.

Em setembro, serão apre­sentadas três obras da compositora Mariana Vieira (editada pelo MIC.PT) em França, na Suíça e em Por­tugal. A primeira, in­titulada residual objects #2 (2026), para flauta, saxofone, acordeão, percus­são e eletrónica, integrará o programa do concerto do Ensemble Orbis, no âmbito da iniciativa O Canto das Se­mentes (Projecto DME), que terá lugar na Salle Paul Garcin, em Lyon. A segunda peça, intitulada Meditação sobre a pai­sagem do Alentejo (2025), será apresentada durante a 44.ª Assem­bleia Geral da Confederação Internacional de Música Eletroacús­tica (CIME–ICEM), que decorrerá nos dias 10 e 11, na Zürcher Hochschule der Künste, em Zurique, na Suíça. Por fim, a obra Rasgar o tempo (2026), para sporano, violon­celo e eletrónica, juntamente com a peça En Echo (1996) de Philippe Manoury, integram o espetáculo O Corpo Que Can­ta, com Nataša Šibalić (direção artís­tica/voz), Maria Nabeiro (violoncelo), Rafaela Nunes e Sara Gomes (bailarinas), Nélia Pinheiro (coreo­grafia), Nuno Mika (projeção) e Anabela Gaspar (iluminação). O espetáculo decorrerá no dia 27 de setembro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa.
Miguel Azguime · © Jorge Carmona
Miguel Azguime · © Jorge Carmona

No próximo dia 11 de se­tembro, na Estação das Artes, em Santa Clara-a-Velha/Sabóia, no concelho de Odemira, será apre­sentada a estreia absoluta da obra Flowing Dragon (2026), para dois acordeões, do compositor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT). Este concerto, interpretado pelo Flowing Reeds Duo — Maxim Nedobezhkin e Sérgio Gladkyy, que alcançaram recen­temente a primeira distinção no Prémio Jovens Músicos 2026 na categoria de Música de Câmara (nível superior) — integra o ciclo Música Através do Tempo, que inclui também música de Dmitri Shostakovitch, Ignacy Zalewski e Johann Sebastian Bach. Adicionalmente, no dia 22 de setembro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, o Miso String Quartet — Pedro Lopes (violino), César Nogueira (violino), Joana Cipriano (viola) e Luís André Ferreira (violoncelo) — apresentará ou­tra obra de Miguel Azguime: o quarteto de cordas Le Feu Qui Dort, composto em 2008.

A obra Pop-up (2015), para flauta de bisel e pianoforte, de Sara Carvalho (compo­sitora editada pelo MIC.PT) integra o programa dos concertos da digressão brasileira do Borealis Ensemble, que decorre até ao dia 8 de setembro sob o mote Sarabanda Atlântica. Criado pelo flau­tista António Carrilho e pela pianista Helena Marinho, o Borealis Ensemble distingue-se pelo seu trabalho de divul­gação de música para instrumentos históricos e modernos, bem como pelo seu envolvimento em projetos dedicados à criação musical contemporânea. Sarabanda Atlântica ex­plora, através da música, a história comum de Portugal e do Brasil. Em setembro, o projeto visitará Uberlândia, Belo Hori­zonte, Recife e Manaus e apresentará um conjunto de obras de compositores portugueses e brasileiros, nomeadamente António Chagas Rosa e Hugo Vasco Reis (compositores editados pelo MIC.PT), bem como Almeida Prado, Catarina Domenici, Fernando Mattos, Ivan Moody e Jônatas Manzolli.
 
Em Foco • Arquivo
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma ru­brica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compo­sitores contem­po­râneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
• 11/09 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Entrevista Na 1.ª Pessoa com Mariana Vieira

A compositora Mariana Vieira é a convidada desta emissão do ciclo Na 1.ª Pessoa, uma série de entrevistas a compositoras e compositores da atualidade em que mergulhamos nos seus universos cria­tivos, nas suas ideias e formas de pensar a composição. Uma forma de conhecer mais de perto a música e o per­curso de quem inventa a música nova dos nossos tempos. Mariana Vieira (1997) estudou na Escola Superior de Mú­sica de Lisboa, é licenciada em Composição e completou um mestrado em Ensino da Música. O seu catálogo inclui música acusmática, mista e instrumental, para formações de música de câmara, ensemble, orquestra e a solo, bem como obras didáticas. Para além da composição, interessa-se por desenvolver projectos artísticos que combinem música e tecnologia, trabalho que concretiza enquanto membro da equipa do Projecto DME, do espaço Lisboa Incomum e da associação EMSCAN.
© Sara Janic
© Sara Janic
• 25/09 · 1h00 · RTP Antena 2 ·
Fonovoz 2026 – Exílio Asilo

Antecipando a realização do Fonovoz 2026 nos dias 9 e 10 de outubro, no O’culto da Ajuda, em Lis­boa, Música de Invenção e Pes­quisa dedica este programa à poesia so­nora e às suas múltiplas bifurcações. Os curadores Manuel Portela e Rui Torres propõem este ano um Fonovoz sob o mote Exílio Asilo, palavras que subentendem simul­tane­amente uma «ética de escuta e acolhimento dos múl­tiplos sons e vozes» e uma reflexão e tomada de posição política perante um mundo que, nas palavras dos curadores, «pro­duz refugi­ados sem oferecer refúgio». O festival as­sume assim uma interpelação ao momento presente: «Co­mo se exila o som de uma voz? Que asilo se encontra no som de uma voz?» Quatro autores e performers, Zuzana Husárová e Diogo Marques (dia 9) e Hannah Silva e Eduard Escoffet (no dia 10) foram convidados a preparar as suas perfor­mances a partir desta ideia, incluindo a criação de uma peça original.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
imagem ilustrativa
A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de com­positores residentes em Portugal, fo­mentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico.

Amílcar Vasques-Dias (AVDias0036)
Corais do Monte (2024) [versão B] · quinteto de cordas
António de Sousa Dias (ASD0013)
In-ven-to-ção (2022) · trombone e eletrónica
Daniel Moreira (DMor0017)
Esta cantiga (2024) · ensemble de sopros e percussão
novos CD no MIC​.​PT
Carolina’s Book of Spells · capa
edição de autor

Obras de Nuno Lobo: Santo António, Hide the Baby, Cloth in Mouth, Iron and Steel, Smoke the Rosemary, Hold the Shoe, Print the Sandal, Mulher minha Não Bebas Mais Vinho * • na interpretação de Jelmer De Moed (clarinete), Elisabeth Hetherington (soprano) e Agostinho Sequeira (percussão) *.
estreias recentes
O Canto dos Outros Seres>> ver obra
04/07, O’culto da Ajuda, Lisboa
Ilda Teresa Castro (criação, libreto, vídeo, theremin e piano digital), Vítor Rua (composição musical, guitarra eléctrica granular, «the pipe», torso S-4, tempera e laptop), Tó Trips (guitarra eléctrica), Bárbara do Canto Lagido (voz e narração), Vera Mantero (dança), Edgar Massul (cenografia)
luminosas incandescências do sal>> ver obra
09/07, FIGA 2026, Centro Municipal de Interpretação Ambiental, Aveiro
Hugo Simões (guitarra)
deformação.matéria.>> ver obra
residual objects #2>> ver obra
08/07, Canto das Sementes (Projecto DME), Collegium Musicum – Conservatório de Música de Seia
Ensemble Orbis: Thomas Garrigue (flauta), Salvatore Miceli (saxofone), Helena Sousa Estévez (acordeão), Théo Guimbard (percussão), Rocío Cano Valiño (eletrónica), Demian Rudel Rey (direção artística e musical)
PONS VAROLII>> ver obra
18/07, São Luiz Teatro Municipal, Lisboa
Divertimento on a Portuguese Folk Tune>> ver obra
22/07, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Brasil
Solistas da Sociedade Artística Musical dos Pousos, Alberto Roque (maestro), Felix Hauswirth (maestro convidado), Ana Maria Pinto (cantora), Neuza Bettencourt (flauta solista)
Khatib’s Heart>> ver obra
Lumora – gravidade da luz>> ver obra
Nuno Costa
25/07, O’culto da Ajuda, Lisboa
Concrète [Lab] Ensemble e Ensemble Cigarra
João Quinteiro (maestro), Tomás Martin (saxofone), César Luís (trompa), Tomás Moital, Paulo Amendoeira e Francisco Cipriano (percussão), Rafael Nunes (acordeão), Luís Castelo e Nuno Pinto (guitarras elétricas), Rita Proença (viola), Raquel Leite (contrabaixo)
Ecos do Temp(L)o>> ver obra
31/07, 22.º Estágio Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, Cine-Teatro Paraíso, Tomar
Alberto Roque (maestro), Orquestra Nacional de Sopros dos Templários
07/08, Casa Municipal da Cultura de Seia
Re:Flexus Trio: Ana Sofia Matos (clarinete), Catarina Gonçalves (viola d’arco), Maria Isabel Mendonça (piano)
08/08, The Hall, East Kowloon Cultural Centre, Hong Kong, China
Hong Kong Legend Ensemble, Chi-Cheung Leung (maestro)
Micro Images para Flautas de Bisel
e Pianoforte
>> ver obra
28/08, Auditorium Tasso Corrêa, Instituto de Artes da UFRGS, Porto Alegre, Brasil
Borealis Ensemble
António Carrilho (flauta de bisel), Helena Marinho (piano)
RIZOMA
logo · riZoma
logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Inves­tigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à inves­tigação, com experiência no contexto da música erudita con­temporânea. A Plataforma foi criada para es­tabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a con­stituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor in­estimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a iden­tidade cultural do nosso país.
NOVIDADES MIC​.​PT
João Ricardo · © Miguel F
João Ricardo · © Miguel F
João Ricardo • nova página de compositor no mic.pt

Em agosto, foi ativada no MIC.PT uma nova página dedicada ao compositor João Ricardo. Nascido em 1993, João Ricardo é atualmente doutorando sob a supervisão de Pedro Amaral e recebeu mentoria em workshops e masterclasses ministrados por compositores como Carlos Marecos, Jessie Marino, Sara Carvalho e Alastair White. A sua obra operática, distinguida com vários prémios internacionais, é regularmente interpretada pela Inestética, Réptil e Quarteto Contratempus. A sua música de câmara está presente em álbuns como Novos Caminhos II (OCCO), Oboé e Piano em Português, Vol. 2 (Duo David Costa e Pedro Ferro · 9 Musas) e Motirõ (Amanda Carpenedo). Os seus textos académicos foram incluídos em publicações como Paisagens Sonoras em Expansão (Urutau) e New Approaches to Sound, Music, and Media (Bloomsbury Publishing).
Museu Nacional de História Natural e da Ciência
MUHNAC · © ULisboa
MIC.PT na NEI — Noite Europeia dos Investigadores 2026

No dia 25 de setembro, em Lisboa, a equipa do Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa (MIC.PT) participará na Noite Europeia dos In­vestigadores 2026 (NEI’26) com a atividade «Vozes em rede». Preservação digital da música contemporânea portuguesa. Na capital, a NEI decorrerá no Mu­seu Nacional de História Natural e da Ciência entre as 17h00 e as 24h00. Neste contexto, vários investigadores desenvolverão atividades junto do público sobre os projetos em que estão envolvidos, abordando temas emergentes na ciência, como as alterações climáticas, a sustentabilidade e a inclusão. O prin­cipal objetivo da iniciativa é dar voz às comunidades e aproximar os investigadores e a ciência da sociedade civil. A ideia não é apenas sensibilizar de forma passiva e unidirecional, mas sim criar oportunidades para partilhar preocupações e expetativas sobre como a ciência pode promover o desenvolvimento sus­tentável. A NEI’26 decorrerá também nas cidades de Braga e Évora.
ESPAÇO CRÍTICA PARA A NOVA MÚSICA

No passado mês de julho, o Espaço Crítica para a Nova Música publicou um novo texto da autoria do jornalista e musicólogo Pedro Boléo intitulado Uma ponte a meio caminho. A crítica em questão aborda a obra Pons Varolii, do compositor e pianista Simão Costa, que parte de um «fascínio» pela ponte 25 de Abril. Pons Varolii estreou-se no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, com interpretação do próprio Simão Costa e da Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção do maestro Pedro Neves. A obra inclui também uma criação de vídeo da autoria de Mário Melo Costa.
ATUALIDADE
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Fábio Chicotio
Resultados do 2.º Concurso Internacional de Composição de Lied Álvaro García de Zúñiga — Casa de Mateus — Sond’Ar-te

No passado mês de agosto, foram anunciados os resultados do 2.º Concurso Internacional de Composição de Lied Álvaro García de Zúñiga – Casa de Mateus – Sond’Ar-te. Nesse sentido, o júri, constituído pelos compositores Philippe Leroux e Miguel Azguime, decidiu atribuir o primeiro prémio à obra Do what you’re told (2026), para soprano e violoncelo, do compositor Fábio Chicotio, nascido em 1991. A estreia absoluta da obra, que utiliza o texto Remain Calm de Álvaro García de Zúñiga, ocorrerá no próximo dia 19 de dezembro na Fundação da Casa de Mateus, em Vila Real, com a soprano Camila Mandillo e o violoncelista Luís André Ferreira — solistas do Sond’Ar-te Electric Ensemble.
imagem ilustrativa
Festival Jovens Músicos
Festival Jovens Músicos 2026

A edição de 2026 do Festival Jovens Músicos decorrerá entre os dias 15 e 17 de setembro, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e este ano tam­bém no espaço Lisboa Incomum, onde, no dia 15 inaugurará a instalação interativa Lugares Invisíveis do compositor Carlos Caires. A cerimónia de entrega de prémios decorrerá no mesmo dia, no Auditório 3 da Fundação Gulbenkian. Como já é tradição no FJM, durante os três dias haverá concertos com os mú­sicos laureados nas várias categorias do Prémio Jovens Músicos 2026, incluindo, Henrique Pinto Quarteto, KerberosTrio EPME, Flowing Reeds Duo, bem como os solistas, Gonçalo Rebelo (contrabaixo), Dinis Cabrita (flauta), Vasco Grãos (guitarra), Miguel Traquina (percussão) e Bernardo Ferreira (violoncelo). No final do concerto dos solistas, com a Orquestra Gulbenkian, dirigida por Jean-Marc Burfin, no dia 17, será anunciado o Jovem Músico do Ano de 2026, que representará Portugal no próximo concurso Eurovision Young Musicians. Entre as várias iniciativas do FJM 2026, no programa destacam-se também: no dia 15 — o concerto do agru­pamento Solistas SAMP, dirigido por Alberto Roque, com um programa de sopros intitulado Donaueschinger Musiktage 1926; no dia 16 — o concerto da violetista Teresa Macedo Ferreira, vencedora do Prémio Maestro Silva Pereira/Jovem Músico do Ano de 2025, acompanhada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a direção de Pedro Neves; e no dia 17, um concerto em homenagem a Maria Teresa de Macedo, presidente honorária do PJM, por ocasião do seu 100.º aniversário.
OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS

Está aberta a Chamada de Comunicações para o 4.º En­contro em Música, Tec­nologia e Investigação, uma iniciativa do MIC.PT e com curadoria da compositora Isabel Soveral, que terá lugar a 11 de dezembro no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Este en­contro constrói um es­paço de reflexão crítica e de partilha de inves­tigação nas áreas da criação musi­cal con­temporânea, inter­pretação, teoria e tecnologia da música, con­vidando in­ves­tigadores, compositores, intérpretes, artis­tas sonoros e estu­dantes a apre­sen­tarem comunicações que explorem as múl­tiplas relações entre a música, a tecnologia e o pensa­mento crítico. O 4.º EMTI dará destaque às práticas de espa­cializa­ção, eletro­acústica e difusão sonora por meio de sis­temas de altifalantes, decorrendo em articulação com o ciclo Espa­ços de Escuta dedi­cado à música eletroacústica. A Chamada está aberta até 11 de setembro de 2026.

A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Inter­nacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compo­sitores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos (à data de 31 de dezembro de 2026), o con­curso as­sume a compo­sição musical como um espaço de diálogo artístico frequen­temente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Por­tugal à União Europeia. Os participantes são desa­fiados a criar uma obra original que estabeleça uma re­lação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia púb­lica das obras fi­nalistas, que terá lugar em con­certo pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. O concurso está aberto até ao próximo dia 20 de setembro de 2026.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
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No passado mês de junho o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor João Pedro Oliveira, con­duzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2024, em Lisboa, no O’culto da Ajuda.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 38 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há mais de 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
Entrevistas recentes
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