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Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC.PT
O mês de abril contará com a estreia de duas obras de Amílcar Vasques-Dias (compositor editado pelo MIC.PT). A primeira estreia, da obra intitulada Abetarda, terá lugar no dia 10 de abril, no Teatro Garcia de Resende, em Évora, no recital Aves do Alentejo em Música, com a pianista Ana Telles e o biólogo João Rabaça. Este concerto integra o projeto Lá nas Árvores Ciclo – II: Levantar voo, uma iniciativa da Universidade de Évora e do Projecto DME, no âmbito de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura. A segunda estreia, na interpretação do pianista Filipe Gaio Pereira, da obra A-MARIS para piano e banda sonora, criada por Amílcar Vasques-Dias em 2017, decorrerá no dia 10, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. O concerto, intitulado Identidade(s), integra o Festival Projeto:Canção, que acolhe uma parceria com o MPMP Património Musical Vivo, para apresentar as obras galardoadas no Prémio MUSA, nesta edição dedicado a Ana Luísa Amaral.
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Escrita em 1995, a obra Nove Canções de António Ramos Rosa do compositor António Pinho Vargas (editado pelo MIC.PT), será apresentada pelo cantor Luís Rendas Pereira e pelo pianista Filipe Gaio Pereira, no âmbito do concerto Identidade(s) que terá lugar no dia 10 de abril, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto. Como o próprio António Pinho Vargas afirmou na nota de programa de março de 1996, disponível no MIC.PT: «O problema para mim é o discurso, não o vocabulário e não estou sozinho nesta convicção. A teoria-durante foi aqui determinada pelos belos poemas de António Ramos Rosa. Alguns deles e, por vezes, algumas palavras dentro de um poema, desencadearam uma resposta». Organizado em parceria com o MPMP Património Musical Vivo, o concerto Identidade(s) integra o Festival Projeto:Canção, destacando a vitalidade, a diversidade e a relevância da canção de câmara no panorama artístico atual.
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A obra Meteoritos, para piano e eletrónica, do compositor Cândido Lima (editado pelo MIC.PT), será interpretada pelo pianista João Casimiro Almeida no dia 11 de abril, no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria, no Estoril. Neste concerto, que contará também com a participação da cantora e musicóloga Sara Maia, serão ainda apresentadas obras de Hugo Vasco Reis, Inés Badalo, Luigi Nono e Solange Azevedo. O recital integra a digressão nacional de apresentação do álbum Espectros lançado em 2024 pela neper music. Composta em 1973, a obra Meteoritos de Cândido Lima é marcada pela experimentação de novos conceitos e estruturas, tendo sido desenvolvida numa altura em que o compositor, fortemente influenciado pelo contacto próximo com Iannis Xenakis, ocupava cargos de responsabilidade como professor.
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In Pulses é o título da nova obra de Carlos Lopes (compositor editado pelo MIC.PT), que será estreada em abril pelo Sond’Ar-te Electric Ensemble, sob a direção do maestro Guillaume Bourgogne. Os dois concertos do Sond’Ar-te, que incluirão também obras de José Carlos Sousa, Olivier Messiaen e Pedro Berardinelli no programa, terão lugar nos dias 24 e 28 de abril, respetivamente, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu e do Festival Música Viva 2026 – Insurgência, no Teatro São Luiz, em Lisboa. Na nota de programa, Carlos Lopes revela que « in Pulses é uma tentativa de condensar, no seu título, toda a informação descritiva da obra», sendo que «o nome pode ser entendido como em pulsos ou impulsos e esse duplo sentido molda a peça a vários níveis». A obra foi encomendada pela Miso Music Portugal.
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No âmbito do recital Fifty-Fifty, que terá lugar no dia 12 de abril na Sonoscopia, no Porto, o violetista Trevor McTait apresentará a obra Noctis Lumina (2007), para viola solo, de Daniel Moreira (compositor editado pelo MIC.PT). O projeto Fifty-Fifty inclui também peças de outros compositores editados pelo MIC.PT: Ângela da Ponte, Eduardo Luís Patriarca, Hugo Vasco Reis, Igor C. Silva e Miguel Azguime. Trata-se de uma celebração da criação contemporânea, materializada na edição de um novo álbum dedicado a obras para viola d’arco a solo e com eletrónica. Na entrevista concedida ao MIC.PT em 2020, Daniel Moreira afirmou: «No meu caso, a referência extramusical mais importante é, sem dúvida, o cinema. Tenho, por isso, muitas peças influenciadas por diferentes aspetos do cinema, desde técnicas gerais à estrutura narrativa, sons ou ambientes de filmes particulares.»
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Un Souffle, Le Rêve... é o título da obra que Eduardo Luís Patriarca escreveu em 2016 para viola solo e que integra o projeto e o recital Fifty-Fifty que o violetista Trevor McTait apresentará no próximo dia 12 de abril, na Sonoscopia, no Porto. Uma outra obra deste compositor editado pelo MIC.PT, Imaginar de Passagem/Passagem para Imaginar (2025), para soprano, saxofone alto, dois violinos, viola, violoncelo e acordeão, encomendada pelo Síntese – Grupo de Música Contemporânea, será interpretada pelo próprio grupo, sob a direção de Diogo Costa, no próximo dia 17 de abril, no contexto do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. Com o subtítulo Entre Luciano Berio e Carlos Paredes, a obra de Eduardo Luís Patriarca presta uma justa homenagem a estes dois autores, cujos centenários foram celebrados ao longo de 2025.
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No dia 4 de abril, no Teatro Aveirense, será apresentada a ópera Pigmalião, com música de Gerson Batista (compositor editado pelo MIC.PT) e libreto de Tiago Schwäbl Martins. A ópera, uma encomenda do FIO – Festival Informal de Ópera, estreou-se em setembro do ano passado, em Loulé, no âmbito do próprio festival. No Teatro Aveirense, será apresentada uma nova versão da ópera, com uma forte exploração das componentes visuais, dramáticas e sonoras — música acústica e eletroacústica — que constrói uma versão distópica do mito de Pigmalião, o escultor que se apaixona pela sua estátua. A ópera contará com a direção musical de Rita Castro Blanco e com Antônio Lourenço Menezes no papel de Pigmalião e Sara Afonso no papel de Manequim. A ópera contará ainda com o Ensemble Instrumental Efeito Pigmalião e o Coro Voz Nua. A encenação é da responsabilidade de João Vieira Fino.
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A criação de Hugo Vasco Reis, Ténue (2026), para viola, percussão e eletrónica, incluída no Sonic Figures Project e interpretada por Trevor McTait (viola), Miquel Bernat (percussão) e o próprio compositor (eletrónica), será apresentada na Sonoscopia, no Porto, no dia 12 de abril. No dia anterior, os músicos darão um workshop relacionado com esta criação no âmbito do PEMS – Porto Electronic Music Symposium, organizado pela Casa da Música através da Digitópia. Adicionalmente, a peça Vulnerabilidade (2025) deste compositor (editado pelo MIC.PT) será apresentada pelo Síntese – GMC, a 17 de abril, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. Por fim, a peça Metamorfoses e Ressonâncias (2014), para piano solo, será interpretada no contexto do recital Espectros do pianista João Casimiro Almeida, no dia 11, no Museu da Música Portuguesa – Casa Verdades de Faria, no Estoril.
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No mês de abril, duas obras do compositor Igor C. Silva (editado pelo MIC.PT) serão apresentadas em Portugal e nos Países Baixos. A primeira peça, Gin#122, composta em 2014 para kalimba e eletrónica, integra o programa do recital Caixa Elétrica que o percussionista João Dias irá dar no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no dia 10, bem como, em Odemira, na Igreja da Misericórdia e na Estação das Artes, em Santa-Clara-a-Velha, nos dia 11 e 12, respetivamente. A segunda obra, Love Your Opinions (2024), para ensemble flexível e eletrónica em tempo real, será interpretada pelo grupo Black Pencil, no próximo dia 24 de abril, no Chassé Theater, em Breda (Países Baixos), no âmbito do concerto intitulado Electric Delights.
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A obra eletroacústica La mer émeraude (2018), do compositor João Pedro Oliveira (editado pelo MIC.PT), faz parte do programa do concerto acusmático que decorrerá no âmbito do projeto Lá nas Árvores Ciclo – II: Levantar voo. O concerto terá lugar no dia 12 de abril, no Salão Central Eborense. Lá nas Árvores é um projecto de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, liderado pela Universidade de Évora, em parceria com o Projecto DME e a Associação Lisboa Incomum, com direção artística de Ana Telles. Outra obra de João Pedro Oliveira, Revolution Pop de 2024, será interpretada pelo Síntese – GMC, dirigido por Diogo Costa, no Auditório da Academia de Música de Paços de Brandão, no próximo dia 25 de abril.
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A obra Pairs – à propos de l’interiorité (2024), do compositor João Quinteiro (editado pelo MIC.PT), integra o programa do concerto que o duo nada contra — com Mrika Sefa (piano e teclados) e Francisco Cipriano (percussão) — dará no âmbito do Festival Música Viva 2026 – Insurgência, no próximo dia 30 de abril, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa. Nas notas de programa, os músicos do duo dizem que este conjunto de obras — do qual fazem parte também composições de Anda Kryeziu (estreia — encomenda da MMP), Marta Domingues e Valerio Sannicandro — nasceu de uma estreita colaboração com compositores que admiram. Francisco Cipriano e Mrika Sefa salientam ainda que «cada peça aqui apresentada é o resultado de um compromisso mútuo com o atrito e a liberdade».
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Peixinho Político é o título do concerto que o Ensemble MPMP irá dar no Festival Música Viva 2026 – Insurgência, no dia 29 de abril, no Teatro São Luiz, em Lisboa. No programa — três obras de Jorge Peixinho (compositor editado pelo MIC.PT), compostas entre 1970 e 1976: CDE, para clarinete, violino, violoncelo e piano, a peça eletroacústica Elegia a Amílcar Cabral e A Aurora do Socialismo (Madrigale Capriccioso), para flauta, trompa, violino, piano e eletrónica. As notas para este concerto revelam: « Jorge Peixinho tomou para si a tarefa de pensar o que seria uma música política. Numa originalidade absoluta no caso português, nenhum outro compositor foi tão empenhado na expressão musical dos seus ideais políticos em música, e nos seus ideais musicais na política.»
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Em abril, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, serão apresentadas duas obras de José Carlos Sousa (compositor editado pelo MIC.PT). A primeira, Milodnab et Sarratiug (2025), para orquestra de guitarras e bandolins, será interpretada pela Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins, sob a direção de Hélder Magalhães. O concerto terá lugar no dia 22, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu. A segunda obra, Mafish Mushkila (2026), uma encomenda do Sond’Ar-te Electric Ensemble, será estreada pelo Sond’Ar-te, dirigido pelo maestro Guillaume Bourgogne, no dia 24, no Clube de Viseu. Na nota de programa, José Carlos Sousa revela que « Mafish mushkila inspira-se numa viagem recente ao Egito, cujas experiências e contrastes marcaram profundamente o imaginário da obra». Este mês, o Sond’Ar-te irá apresentá-la novamente no dia 28, no Festival Música Viva 2026 – Insurgência, no Teatro São Luiz, em Lisboa.
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A obra Coro dos Pequenos Cidadãos, para coro e eletrónica, de Mariana Vieira (compositora editada pelo MIC.PT), será apresentada no dia 9 de abril no Salão Central Eborense, no âmbito do festival Lá nas Árvores – Ciclo II: Levantar Voo, um projeto de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura, liderado pela Universidade de Évora, em parceria com o Projecto DME e a Associação Lisboa Incomum. Composta em 2021, a obra Coro dos Pequenos Cidadãos será interpretada por um coro comunitário formado para o efeito, sob a direção musical de Pedro Nascimento. Adicionalmente, a obra de Mariana Vieira, Escuro (2025), para soprano e piano, foi galardoada com uma Menção Honrosa no âmbito do Prémio Musa 2025, uma iniciativa do MPMP Património Musical Vivo. A peça será estreada no Festival Projecto:Canção (concerto Identidade(s)), pela cantora Camila Mandillo e pelo pianista Filipe Gaio Pereira, no dia 10 de abril, na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.
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Entre Chien et Loup (2026) é o título de uma nova peça para vibrafone e eletrónica em tempo real do compositor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT), que o percussionista Jonathan Silva estreará no próximo dia 17 de abril no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no contexto do projeto Vridges. No mesmo dia, em Barcelona, o percussionista Miquel Bernat interpretará a nova obra de Miguel Azguime para vibrafone solo, intitulada Mineralizando! (2026). Este concerto integra um festival organizado para celebrar os 25 anos da Escola Superior de Música de Catalunya. Adicionalmente, outra peça de Miguel Azguime, Ícone I, criada em 1992 para dorna e escada de madeira, faz parte do recital Caixa Elétrica, que o percussionista João Dias realizará no O’culto da Ajuda, em Lisboa, no dia 10 de abril, bem como nos dias 11 e 12, respetivamente em Odemira, na Igreja da Misericórdia e na Estação das Artes, em Santa-Clara-a-Velha.
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A estreia da obra per lamentationem, de Patrícia Sucena Almeida (compositora editada pelo MIC.PT), terá lugar no dia 24 de abril, no Auditório da Escola de Música São Teotónio, em Coimbra. O ensemble responsável pela sua encomenda é o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa que a apresentará, sob a direção do maestro João Defeza, juntamente com três miniaturas/arranjos realizados por Jorge Sá Machado a partir de três obras de Jorge Peixinho: CDE, Sine Nomine e Coral. À interpretação destas miniaturas, bem como à improvisação coletiva final, juntar-se-ão os alunos e as alunas da Escola de Música São Teotónio. Citando um excerto das notas de programa da autoria de Patrícia Sucena Almeida, sobre a obra per lamentationem: «A Mãe Terra emite gemidos profundos que se fundem com os que ecoam pelo mundo humano. Formam um lamento coletivo que clama por uma nova direção...».
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No dia 25 de abril, no Teatro das Figuras, em Faro, será estreada uma nova obra para orquestra e público da compositora Sara Carvalho (editada pelo MIC.PT). Intitulada emergimos da noite e do silêncio, esta composição evoca a energia coletiva da revolução, integrando a participação direta do público como elemento sonoro e emocional da narrativa. O programa do concerto — Celebração 25 de Abril: as Novas Memórias da Revolução — inclui ainda um tributo a Sérgio Godinho, com orquestrações de Xavier Ribeiro de várias canções do poeta, compositor e intérprete. A interpretação ficará a cargo da Orquestra do Algarve, do ensemble Canto Novo, do cantor Tiago Nacarato, do Coro Comunitário da A.M.A. e do maestro Pablo Urbina. Adicionalmente, a obra de Sara Carvalho sobre a areia o tempo poisa (2016), para piano, violino e violoncelo, foi selecionada para o MISE-EN Festival 2026, que decorrerá em Nova Iorque, nos EUA, em junho.
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Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas é um novo espetáculo multimédia, que conta com a autoria de Vítor Rua (compositor editado pelo MIC.PT), co-autoria e performance do percussionista João Pedro Lourenço e declamação de prosa pelo ator João Reis. Este espetáculo, ou «ópera» (como denomina o próprio Vítor Rua), será apresentado no próximo dia 7 de abril no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Como revelam os autores nas notas de programa, dividia em seis partes, a obra « Ressonâncias Climáticas: A Sinfonia das Esferas Percussivas transcende fronteiras artísticas, oferecendo uma experiência sensorial e intelectual única. Integrando performance percussiva, projeções de vídeo, luminotecnia, cenografia imersiva, poesia e processamento de som em tempo real, este espetáculo multimédia transforma a arte num veículo poderoso para refletir sobre a interconexão entre o ser humano, a natureza e o cosmos. »
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Em Foco • Arquivo (em atualização)
2011–2026
Desenvolvida desde fevereiro de 2011, a secção Em Foco é uma rubrica regular do MIC.PT, na qual é dado destaque, sobretudo, a compositores contemporâneos residentes em Portugal. Cada edição bimensal do Em Foco consiste num artigo ou numa entrevista, bem como numa lista de reprodução.
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MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
Uma emissão dedicada ao 32.º Festival Música Viva, que decorrerá este ano entre 28 de abril e 3 de maio no Teatro São Luiz, em Lisboa. Um festival que tem este ano o mote Insurgência e que se afirma como «um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas». Neste programa conversamos com alguns dos intérpretes presentes nos oito concertos do Música Viva 2026, entre solistas, membros de ensembles e maestros. O festival apresenta várias obras de compositores portugueses em estreia absoluta, ao lado de criações emblemáticas do século XX.
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Este Música de Invenção e Pesquisa conta com a participação de vários intérpretes presentes na edição do Festival Música Viva deste ano, que terá lugar no Teatro São Luiz, em Lisboa, entre 28 de abril e 3 de maio. Um festival que vai na sua 32.ª edição e que assume este ano a Insurgência como necessidade vital, num gesto político consciente «contra a inércia, o silenciamento e a indiferença». Um festival com destacados intérpretes portugueses da atualidade, com diversas obras em estreia mundial, afirmando a criação contemporânea como espaço de risco, de pensamento e de afirmação artística. Uma conversa moderada por Pedro Boléo com instrumentistas e maestros presentes no festival e acompanhada por excertos musicais de obras que serão tocadas no Música Viva 2026.
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Novas Partituras no MIC.PT

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A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de compositores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1204 partituras.
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novos CD no MIC.PT

Obras de Miguel Azguime: Derrière Son Double (2001), Moment à l'extrêmement (2006), No Oculto Profuso – medidamente a desmesura (2009), Mestre Gato ou o Gato de Botas (2009), De part et d’autre (2011), Son à ta demeure (2015), Trabalho Poético I: árvore (2016), Descriptions de la Matière (2016), Illuminations (2016), Aliterações de Água (2017), ConCordas (2016), Drifting I-II-III (2023), D’un horizon tendu (2019), Avoir l’Air (2019), Três Cantos para Libertar o Ar (2021), Et s’il à l’issue (2019), Against Silence – triplo concerto para clarinete, violoncelo, piano e orquestra de cordas (2020), Language Building (2022), Par ce chemin de rien (2020), Point Vermeil (2021), La Transfiguration de l’Impossible (2022), Melancholia (2019) e O Jardim das Oliveiras – concerto para orquestra (2024); na interpretação dos ensembles: Camerata Alma Mater, Cantando Admont, Neue Vocalsolisten, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Ensemble Casa da Música e Sond’Ar-te Electric Ensemble; maestros e maestrinas: Cordula Bürgi, Laurent Cuniot, Pedro Neves e Stefan Asbury; e solistas: Camila Mandillo (soprano), Elsa Silva (piano), Filipe Quaresma (violoncelo), João Dias (percussão), Nuno Pinto (clarinete), Sílvia Cancela (flauta) e Vítor Vieira (violino).
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Obras de Miguel Carvalho ( Contos Artificiais), Alfredo Teixeira ( Quando morre um homem), Eurico Carrapatoso ( Pequeno Poemário de Pessanha), Miguel Jesus ( Ar de Inverno), Carlos Garcia ( Paisagens no céu, no mar e na terra), Eugénio Rodrigues ( Pietà); na inetrpretação do Nova Era Vocal Ensemble e João de Almeida Barros (maestro).
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Novos Livros no MIC.PT
Livro editado em 2025, por ocasião dos 40 anos da Miso Music Portugal, com textos de: Ágata Mandillo, Andreia Nogueira, António de Sousa Dias, António Ferreira, Catarina Vaz Pinto, Christopher Bochmann, Cristina Fernandes, Graça Filipe, Guillaume Bourgogne, Eva Aguilar, João Almeida, Miguel Azguime, Nuno Mateus, Paula Azguime, Pedro Boléo, Pedro Prista, Perseu Mandillo e Robert Glassburner. Coordenação editorial: Pedro Boléo, Maria da Paz Carvalho e Jakub Szczypa.
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A nova edição em livro de Obras Incompletas, de Miguel Azguime, reúne em seis volumes um conjunto de 23 obras musicais compostas entre 2001 e 2024, oferecendo um olhar alargado sobre mais de duas décadas de criação. A este corpus juntam-se poemas inéditos do compositor, revelando a estreita relação entre pensamento musical e escrita verbal que atravessa toda a sua obra. Este conjunto é acompanhado por um ensaio de Pedro Boléo — Uma criação em aberto por caminhos inesperados ao encontro do som e do tempo dos outros — que propõe uma leitura crítica e contextualizada deste universo estético.
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estreias recentes
Papa est mort – António Feijó – O poeta que morreu de amor>> ver obra
07/03, Teatro Diogo Bernardes, Ponte de Lima
José Eduardo Gomes (maestro), Marco Alves dos Santos (tenor), Sara Braga Simões (soprano), Tiago Matos (barítono) e Toy Ensemble: Avaro Pereira (violino I), José Ricardo Reis (violino II), Teresa Correia (viola), Burak Oskan (violoncelo), Gil Moraes (contrabaixo), Marco Pereira (flauta), Tiago Bento (clarinete), Dário Ribeiro (trompa), Vítor Castro (percussão) e Christina Margotto (piano)
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Amor de Perdição>> ver obra
13/03, Teatro Municipal de Vila Real
Jan Wierzba (maestro), Raquel Mendes (soprano), Inês Constantino (meio-soprano), Paulo Lapa (tenor), Moços do Coro, Oniros Ensemble
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racing on a cul-de-sac>> ver obra
26/03, Bühne, Alte Feuerwache, Colónia, Alemanha
Cologne Guitar Quartet (Tobias Juchem, Henrique Almeida, Ptolemaios Armaos e Tal Botvinik)
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RIZOMA

logo · riZoma
Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical
riZoma é uma rede formada por um conjunto de entidades ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com experiência no contexto da música erudita contemporânea. A Plataforma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a identidade cultural do nosso país.
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ATUALIDADE

No dia 21 de abril, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, terá lugar o lançamento da nova edição-livro, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, que resulta de um trabalho desenvolvido por Eva Aguilar, Lluïsa Paredes e Pedro do Carmo, inspirado por uma ideia do violoncelista Paulo Gaio Lima. A edição desta nova publicação conta com os apoios da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desposto/Direção-Geral das Artes, da Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril, da Associação José Afonso, da Biblioteca Nacional de Portugal, da RTP Antena 2 e do Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa – MIC.PT. A publicação cruza a tradição do violoncelo com a obra de José Afonso, encarando-a como um laboratório de experimentação sobre o ato de interpretar, onde a reflexão surge no próprio encontro com a sua obra. Trata-se de um instrumento pedagógico e performativo: cada canção é acompanhada por notas, textos e recursos digitais que ampliam a escuta. A edição-livro digital, Zeca Afonso – Estudos Musicais para Dois Violoncelos, estará disponível através do Catálogo de Partituras editadas pelo MIC.PT. O concerto de lançamento contará com a participação do etnomusicólogo Hugo Castro, do violoncelista Pedro Serra e Silva, do jornalista Pedro Boléo e dos Violoncelos de Zeca Afonso: Eva Aguilar, Lluïsa Paredes, Jasmim Mandillo e Pedro do Carmo.
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 Teatro São Luiz · © Estelle Valente
Está a aproximar-se a data de arranque da festa anual da música contemporânea, organizada pela Miso Music Portugal, com um foco especial dado à música criada em Portugal. A 32.ª edição do Festival Música Viva, intitulada Insurgência, «afirma-se», nas palavras do seu diretor artístico, Miguel Azguime, «como um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas». Como enfatiza Miguel Azguime: «Nesta 32.ª edição, Insurgência é simultaneamente poética e política. A criação musical surge como ato de confronto, de desvio e de recusa, afirmando a arte como arma sensível contra a violência estrutural, a desumanização e a lógica do medo. As obras apresentadas não procuram o conforto, mas antes a fricção: questionam, expõem feridas, abrem fissuras e convocam novas formas de escuta, pensamento e presença». O programa do festival inclui um vasto leque de obras criadas por compositores portugueses: Bruno Gabirro, Carlos Brito Dias, Carlos Lopes, Diogo Alvim, Fernando Lopes-Graça, João Quinteiro, Jorge Peixinho, José Carlos Sousa, Marta Domingues, Miguel Azguime, Pedro Berardinelli e Solange Azevedo. Quanto à interpretação, o programa do festival conta com pessoas e grupos que já se apresentaram várias vezes no Música Viva, bem como com novos participantes: o Duo Nada Contra com Mrika Sefa (piano) e Francisco Cipriano (percussão), o Ensemble MPMP, o Grupo de Percussão da Orquestra de Câmara Portuguesa dirigido por Pedro Carneiro, o pianista José Pedro Ribeiro, o Miso String Quartet, a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Pedro Neves, a Sinfonietta de Braga e o Sond’Ar-te Electric Ensemble dirigido por Guillaume Bourgogne. Este ano, o Festival Música Viva convida também a palavra poética como ato político e sonoro: em cada concerto, poetas, escritores, atores, lêem poemas sobre insurgência, resistência e liberdade; vozes que entram em diálogo com as obras musicais, ampliando o campo de sentido de cada encontro. Poesia e textos de: Shahd Wadi, Gisela Casimiro, Jorge de Sena, Luiz de Camões, Audre Lorde, Mrika Sefa, Sidónio Muralha, Gonçalo M. Tavares e Mário Dionisio. O Festival Música Viva 2026 decorrerá de 28 de abril a 3 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.
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OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS
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Estão abertas as candidaturas para o concurso internacional Writing for Big Band – A Challenge?, organizado pelos promotores do Projeto Cultural New Voices of the Big Band, em parceria com a Big Band da Rádio Romena, através da Sociedade Romena de Radiodifusão e cofinanciado pela Administração do Fundo Nacional de Cultura da Roménia. O objetivo do concurso é promover e estimular a criação original para o conjunto de big band — um efetivo instrumental específico do jazz, mas frequentemente integrado noutros géneros musicais híbridos, especialmente nas últimas décadas. O concurso está aberto a jovens compositores que sejam cidadãos/residentes de países europeus e tenham entre 18 e 35 anos. O prazo para entrega das obras termina no dia 10 de maio de 2026.
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O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim ( FIMPV) anuncia a 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim ( CICPV). O CICPV tem como objetivo premiar obras de compositores nascidos depois de 1 de dezembro de 1985. O agrupamento de música convidado para a edição de 2026 é o Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim, sob a direção do maestro Stanley Dodds. As obras concorrentes deverão utilizar, pelo menos, dez instrumentos diferentes desta formação. O júri, que atribuirá dois prémios e reserva o direito de atribuir também menções honrosas, é constituído por Vasco Mendonça (presidente), Ângela da Ponte e Nik Bärtsch. O prazo para entrega das obras termina impreterivelmente no dia 3 de junho de 2026.
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Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA/Antena 2 destinado a compositores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 3 de julho de 2026 (data de receção).
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Estão abertas as candidaturas para o Prémio de Composição Acordeão 2026 (9.ª Edição · Folefest). Este Prémio destina-se a compositores e compositoras de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. A obra a apresentar terá de ser inédita, reservando-se à organização do Prémio a estreia absoluta das obras premiadas. As obras a concurso deverão ser escritas para um agrupamento de música de câmara (de dois a seis instrumentos), com a inclusão obrigatória de um único acordeão. O júri será formado por: Daniel Moreira (compositor), Ana Seara (compositora), Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/compositor/presidente do júri) e Nélson Ruivo (secretariado — Associação Folefest). As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 17 de julho de 2026 (data de envio).
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A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Internacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compositores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos (à data de 31 de dezembro de 2026), o concurso assume a composição musical como um espaço de diálogo artístico frequentemente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Portugal à União Europeia. Os participantes são desafiados a criar uma obra original que estabeleça uma relação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia pública das obras finalistas, que terá lugar em concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. As inscrições para o concurso deverão ser efetuadas até ao dia 20 de setembro de 2026.
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Entrevistas MIC.PT

No passado mês de março o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais uma Entrevista do ciclo Na 1.ª Pessoa com o compositor Eduardo Luís Patriarca, conduzida pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravada em 2022, no Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 37 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a RTP Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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