SOFIA SOUSA ROCHA EM FOCO NO MIC​.​PT EM MARÇO
Em março, o Em Foco no MIC.PT é dedicado a Sofia Sousa Rocha, compositora e profes­sora no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga. Entre os seus projetos mais recentes, destacam-se a criação de uma peça para orquestra de sopros para o Está­gio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários (julho de 2026), e a composição de uma nova ópera com libreto de Edward Ayres de Abreu, encomendada pela Sinfonietta de Braga. Nos últimos anos, Sofia Sousa Rocha tem centrado a sua produção na ligação estreita à palavra. Em 2014, em resposta a uma encomenda do Sond’Ar-te, compôs a peça Fala do velho do Restelo ao astronauta, baseada no poema homónimo de José Saramago. Na temporada de 2017–2018, foi compositora associada do Teatro Nacional de São Carlos, tendo estreado, neste contexto, a obra A verdadeira Hidrostória do Elefonte, para narrador e orquestra. Sofia Sousa Rocha é cocriadora do Festival Informal de Ópera, cuja primeira edição, em 2021, contou com a estreia da sua ópera Oráculos & Ladainhas, com libreto de Tiago Schäwbl. Em 2022, estreou no Porto a ópera Lugar Comum, asso­ciada à temática da violência contra as mulheres, com texto de Mário João Alves, direção musical de Constança Simas e interpretação do Quarteto Contratempus.
Atividade • Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT
Ângela da Ponte · © Rui Neto
Ângela da Ponte · © Rui Neto

A obra Da keine Worte nur Töne (2024), da compo­sitora Ângela da Ponte (editada pelo MIC.PT), será apresentada no contexto do concerto do trio Sond’Ar-te Três Mulheres, que terá lugar no dia 21 de março, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Interpretada por Camila Mandillo (soprano), Sílvia Cancela (flauta) e Elsa Silva (piano), a programação deste concerto incluirá também a estreia de uma nova composição de Marta Domingues, bem como três peças de Miguel Azguime (compositor edi­tado pelo MIC.PT). Escrita para soprano, flauta e eletró­nica, a obra Da keine Worte nur Töne de Ângela da Ponte baseia-se no texto de Álvaro García de Zúñiga e foi vence­dora do pri­meiro Concurso Internacional de Composição de Lied Álvaro García de Zúñiga – Casa de Mateus – Sond’Ar-te. Adicio­nalmente, Ângela da Ponte integra o júri da 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim, cujo prazo para entrega de candidaturas termina imprete­rivelmente no dia 3 de junho de 2026.

A apresentação de quatro obras eletroacústicas da autoria do compositor António Ferreira (editado pelo MIC.PT), terá lugar no dia 14 de março, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Intituladas Soundscape with oniric figures, Aeroreality (estreia), Solaristica e La Gloire du Superflu (estreia), estas obras datam de 2025 e foram criadas com a intenção principal de explorar as várias capacidades de espacialização imersiva permitidas pela Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal. Todas as peças recorrem, de algum modo, à tecnologia Ambisonics no que respeita à conceção e realização do espaço sonoro assim composto. Esta tecnologia, bem como as peças mencionadas, estarão em destaque num workshop realizado no mesmo dia, no O’culto da Ajuda, por António Ferreira, com o tema Ambi­sonics/Binaural. Neste workshop será apresentada uma visão pes­soal sobre a prática da com­posição pensada espa­cialmente, com recurso a exemplos práticos.

Composta para piano entre 2014 e 2015, a obra Paráfrase sobre LETTERA AMOROSA de Claudio Monteverdi, de Cândido Lima (compositor editado pelo MIC.PT), faz parte do programa do recital que o pianista José Pedro Ribeiro dará nos dias 6 e 7 de março, na Igreja da Misericórdia, em Odemira e no O’culto da Ajuda, em Lisboa. «Esta obra», afirma Cândido Lima, «memória de memórias renascentistas e medievais, de poetas e músicos de épocas passadas e modernos é, ao mesmo tempo, uma glorificação, apropriação, transgressão, projeção e expan­são, por metáforas e por analogias, do mundo da palavra através da abstração sonora, longínqua da objetividade do conceito de semântica, dos sentidos e das significações específicos da palavra». Neste recital, integrado no ciclo Música através do tempo, José Pedro Ribeiro tocará tam­bém obras de Fernando Lopes-Graça, Frédéric Chopin, Hugo Ribeiro, Johann Sebastian Bach e Joseph Haydn.
Carlos Caires · © Jorge Carmona
Carlos Caires · © Jorge Carmona

Uma nova miniatura mu­sical foi encomendada a Carlos Caires (compo­sitor editado pelo MIC.PT) pelo Beyra – Laboratório Artístico, no contexto do projeto Tríptico – 3 minia­turas, que conta também com a participação do compositor Pedro Lima e da compositora Sara Ross. As novas três miniaturas serão apresentadas no próximo dia 24 de março, na Casa da Música, no Porto, no âmbito do con­certo A Cidade Celeste, onde o Remix Ensem­ble, o En­semble Orquestral da Beira Interior, o violoncelista Filipe Quaresma, o pianista Jonathan Ayerst e o maestro Pedro Neves, apresentarão também obras de Carlos Azevedo, Luís Tinoco e Olivier Messiaen. O Ensemble Or­questral da Beira Interior, que nesta ocasião será acolhido pelo Remix Ensem­ble Casa da Música, reúne jovens mú­sicos selecionados através de rigorosas audições bienais. Um dos objetivos deste projeto é promover e apresentar estreias e enco­mendas a compositores portu­gueses.
Carlos Lopes · © Rui Gonçalves
Carlos Lopes · © Rui Gonçalves

A nova obra para quarteto de guitarras elétricas de Carlos Lopes, intitulada racing on a cul-de-sac, será estreada a 26 de março, em Colónia, na Alemanha. Os intérpretes da estreia serão Tobias Juchem, Henrique Almeida, Ptolemaios Armaos e Tal Botvinik, quatro músicos que constituem o Cologne Guitar Quartet, grupo que encomendou esta obra a Carlos Lopes. Na nota de programa este com­positor (editado pelo MIC.PT) frisa que racing on a cul-de-sac «é uma obra impulsionada por sono­ridades distorcidas do hard rock» e que «o título evoca os subúrbios americanos e o absurdismo de acelerar rumo a um beco sem saída — uma alegoria dos atuais conflitos políticos e sociais. Entre nuvens de harmónicos frágeis e o ruído intenso reminiscente de motores de alta cilindrada, a peça explora todo o espectro sonoro da guitarra amplifi­cada, evocando o pulso de um mundo cada vez mais inquieto.»
Diogo Alvim · © Susana Pomba
Diogo Alvim · © Susana Pomba

No próximo dia 16 de março, na Livraria de Serralves, no Porto, decorrerá a primeira apresen­tação pública do álbum Música para Mysterious Heart, de Diogo Alvim (compositor editado pelo MIC.PT). Esta edição da Crónica Electrónica, com o apoio da Fundação GDA, terá lançamento oficial em abril, mais con­cretamente no dia 7. O disco reúne a música composta para Mysterious Heart, criação coreográfica de Tânia Carvalho para a companhia alemã Tanzmainz, apre­sentada no Staats­theater Mainz em 2024. A partir de um conjunto de emoções, a coreógrafa gravou improvisações vocais que serviram de base às composições eletroacústicas de Diogo Alvim, agora reunidas neste álbum. Durante a ses­são de pré-lançamento, Diogo Alvim e Tânia Carvalho inter­pretarão ao vivo um con­junto de peças, em versões espe­cialmente adaptadas ao formato performativo.
Fernando C. Lapa · © Lino Silva
Fernando C. Lapa · © Lino Silva

Em março, terão lugar as estreias de duas óperas do compo­sitor Fernando C. Lapa (editado pelo MIC.PT). No dia 7, no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, será apresen­tada a ópera Papa est mort – António Feijó – O poeta que morreu de amor, com libreto e ence­nação de António Durães. A inter­pretação, sob a direção musical de José Eduardo Gomes, contará com Marco Alves dos Santos (tenor), Sara Braga Simões (soprano), Tiago Matos (barítono) e o Toy Ensemble. Esta ópera foi encomen­dada pela Câmara Municipal para o encerramento das co­memorações dos 900 anos do foral de Ponte de Lima. A estreia da segunda ópera, Amor de Perdição, com música de Fernando C. Lapa, libreto de Eduarda Freitas e ence­nação de Ángel Fragua, será realizada no Teatro Mu­nicipal de Vila Real, no próximo dia 13 de mar­ço. Neste caso, a interpre­tação estará a cargo de Raquel Mendes (sop­rano), Paulo Lapa (tenor), Inês Constantino (meio-soprano), o grupo Moços do Coro e o Oniros En­semble, sob a direção do maestro Jan Wierzba.
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins

A nova criação de Hugo Vasco Reis, Ténue (2026), para viola, percussão e eletrónica, incluída no Sonic Figures Project e interpretada por Trevor McTait (viola), Miquel Bernat (percus­são) e o próprio compo­sitor (eletrónica), será apre­sentada no Lisboa Incomum (dia 5 de março), no Museu Nacional da Música em Mafra (dia 8), na Univer­sidade de Aveiro (dia 10) e na Fábrica da Criati­vidade em Castelo Branco (dia 18). Adicio­nalmente, no âmbito do 2.º Festival de Guitarra Portuguesa, Hugo Vasco Reis apresentará o ciclo de obras Tateabilidade (2023), para guitarra portuguesa, objetos e eletrónica, no Teatro Varie­dades, em Lisboa, no dia 7. Por fim, a peça Vulnera­bilidade (2025) deste compositor (editado pelo MIC.PT) será apre­sentada pelo Síntese – GMC a 26 de mar­ço, no Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Está também disponível, em formato físico e digital, o novo álbum de Hugo Vasco Reis, Cinco Lugares sobre a Fragi­lidade, com cinco andamentos da instalação sonora homó­nima baseada em gravações de campo de cinco municípios do Centro de Portugal.

No próximo dia 21 de mar­ço o compositor Helder Filipe Gonçalves (editado pelo MIC.PT), será agra­ciado com o Diploma na Área da Criação e Produção Artística, pelo Clube do Profes­sor da Covilhã, que lhe confere a categoria de Sócio Hono­rário. No âmbito desta cerimónia, que terá lugar durante o Jantar Comemorativo do XXII Aniversário do Clube do Pro­fessor da Covilhã, na Sala Pêro da Covilhã do Meliá Covilhã Dona Maria Hotel, será também interpretado um arranjo de Helder Filipe Gonçalves do Hino do Clube do Professor da Covilhã (com música e letra de José Luiz Adriano).
Igor C. Silva · © Gergely Ofner
Igor C. Silva · © Gergely Ofner

A peça My Empty Hands (2018), para agrupamento flexível de percussão, ele­trónica e vídeo, do com­positor Igor C. Silva (edi­tado pelo MIC.PT), será apresentada em Espanha, em março, no âmbito de dois concertos. O primeiro terá lugar no dia 11, no MUSIKENE – Centro Superior de Música do País Basco, em San Sebas­tián (Donostia). O segundo concerto, intitulado Percusión y vanguardia e que conta com a direção de Antonio Domin­go, terá lugar no dia 14, no Conservatorio Superior de Músi­ca de Aragón, em Zaragoza. Em ambos os casos, os intér­pretes serão os músicos do Ensemble de Percusión de MUSIKENE.
Jaime Reis · © Sofia Nunes
Jaime Reis · © Sofia Nunes

Nos dias 14 e 15 de março, na Sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, será apresentada uma performance–insta­lação do projeto Corpos Sonoros III, orientado pelo compositor Jaime Reis (editado pelo MIC.PT) e pelo percussionista Francisco Cipriano. Corpos Sonoros é um projeto de criação que cruza a arte sonora, a escultura e a performance comunitária. As pes­soas que nele participam exploram sons e texturas a partir de instrumentos não convencionais, construídos com mate­riais reutilizados e objetos do dia a dia, convidando à des­coberta de novas experiências sonoras. Na segunda fase, será constituída uma base de dados com gravações rea­lizadas durante as sessões de fevereiro e março. Este repositório servirá como matéria-prima e fonte de inspiração para a criação de uma peça acusmática por Jaime Reis, desenvolvida a partir dos sons gerados pelos instrumentos concebidos no âmbito do projeto Corpos Sonoros III.
Miguel Azguime · © Adam Walanus
Miguel Azguime · © Adam Walanus

Três peças do ciclo Gene­alogias, para soprano, flau­ta e piano, do compo­sitor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT) — Gene­alogias da Matéria, Ge­nealogias do Horizonte (ambas de 2023) e Genealogias do Crepúsculo (2025, estreia absoluta) — estão incluídas na programação do concerto do trio Sond’Ar-te Três Mulheres, que terá lugar no próximoi dia 21 de março, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Neste recital, a soprano Camila Mandillo, a flautista Sílvia Cancela e a pianista Elsa Silva, inter­pretarão também mais duas obras — uma de Ângela da Ponte (compositora editada pelo MIC.PT) e outra de Marta Domingues, que será apresentada em estreia absoluta. Adicionalmente, no dia 15 de março, o percussionista Miquel Bernat interpretará a nova obra de Miguel Azguime para vibrafone solo, intitulada Mineralizando! (2026). Este con­certo, que integra o Festival [CON]TEMPO, terá lugar no Teatro Juan del Enzina, em Salamanca (Espanha).
ESPAÇO CRÍTICA PARA A NOVA MÚSICA
máquina de escrever
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Nova crítica da autoria de Pedro Boléo

Em fevereiro, o Espaço Crítica para a Nova Música publicou um novo texto de Pedro Boléo intitulado Energia, tensão, densidade (e um belo ápice!). Nesta crítica, o autor de­bruça-se sobre o concerto do Ensemble DME, que decorreu no âmbito do encontro inter­nacional Pensar a Música Hoje, uma iniciativa conjunta da associação Arte no Tempo e do Projecto DME. O programa do concerto, dirigido pelo maestro Pedro Carneiro, incluiu obras de Mariana Vieira, Jaime Reis, Carlos Caires e Hèctor Parra.
 
RIZOMA
logo · riZoma
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riZoma · Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto alargado de entidades portuguesas ativas ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com larga experiência no contexto da música erudita con­temporânea. A Plataforma riZoma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, dando pro­tagonismo ao esforço perpetrado por muitos e criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a iden­tidade cultural do nosso país.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
· 13/03 · 1h00 · Antena 2 ·
Obras Incompletas de Miguel Azguime (parte n.º 1)

Obras Incompletas é o título da mais recente edição discográfica com mú­sica de Miguel Azguime. Um conjunto de 23 obras do compositor foi editado no final do ano passado pela Miso Records. Uma edição em seis volumes, que reúne gravações de peças compostas entre 2001 e 2024, para formações diversas: solistas, mú­sica de câmara, voz e orquestra. Neste pro­grama conver­samos com Miguel Azguime a propósito destas Obras In­completas e ouvimos algumas das compo­sições incluídas nesta edição fonográfica, que conta com a participação de maestros, agrupamentos e intérpretes de grande relevo nacional e internacional.
· 27/03 · 1h00 · Antena 2 ·
Obras Incompletas de Miguel Azguime (parte n.º 2)

Segunda parte de uma entrevista a Miguel Azguime em que o compositor nos apresenta a sua mais recente edição fonográfica, lançada pela Miso Records, com dezenas de obras do compositor escritas entre 2001 e 2024. Esta edição tem por título Obras Incom­pletas e reúne uma parte muito significativa das suas com­posições das últimas décadas. Neste programa o musi­cólogo e jornalista Pedro Boléo entrevista o compositor Miguel Azguime a propósito deste lançamento, falando da sua música mais recente e propondo a escuta de diversas composições desta edição que reúne música orquestral, composições para voz, obras para ensembles e peças para solistas.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
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A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de com­positores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1202 partituras.
Amílcar Vasques-Dias (AVDias0031)
Ser-Rana (1990) · dez acordeões, quarteto de cordas, vibrafone e eletroacústica sobre suporte (ad libitum)
Amílcar Vasques-Dias (AVDias0032)
Passos da Cruz (2020) · saxofone alto e soprano
Evgueni Zoudilkine (EZou0004)
In Spe (2016) · marimba, vibrafone e multipercussão
novos CD no MIC​.​PT

· Obras de Olívia Silva (The Sea Organ), Ângela da Ponte (Ombres Résonantes), Francisco Ribeiro (Três Reciclagens), Sara Carvalho (remains), Jônatas Manzolli (Segredos de Aguadeiro), Jaime Reis (emoliente.mavioso.) · Borealis Ensemble: António Carrilho (flautas de bisel), Catherine Strynckx (violoncelo), Helena Marinho (piano).

· Obras de Luís Tinoco: Kokyuu – Concerto para Saxofone Alto e Orquestra, Canções de Trabalho, Concerto para Violoncelo n.º 2, Concerto para Acordeão e Orquestra, Entre Silêncios – Concerto para Clarinete e Orquestra · Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Pedro Neves (maestro), Joana Carneiro (maestrina), Bastien Stil (maestro), Ricardo Toscano (saxofone), Lívia Nestrovski (voz), Filipe Quaresma (violoncelo), João Barradas (acordeão), Horácio Ferreira (clarinete).
estreias recentes
Peace and Liberty>> ver obra
01/02, Freedom and Peace – International Composition Competition, Conservatorio Claudio Monteverdi, Bolzano, Itália
Luigi Azzolini, Emir Saul e Martin Wieser (direção musical)
Estêvão Filipe Chissano
E-Terno Retorno>> ver obra
04/02, Salão Nobre do Teatro Garcia de Resende, Évora
Aldovino Munguambe (percussão), Quarteto Lopes-Graça: Eliot Lawson e Luís Pacheco Cunha (violinos), Isabel Pimentel (violeta), Catherine Strynckx (violoncelo)
Gosto desta maneira>> ver obra
06/02, Casa da Juventude, Odivelas
Quarteto de guitarras: José Mesquita Lopes, Rafael Dias, Maria Francisca Reis e Gabriel Benedito
Galveias>> ver obra
07/02, Festival CriaSons V, Biblioteca de Marvila, Lisboa
Paulo Gaspar (clarinete baixo), Pedro Tavares (percussão), Pedro Santos (acordeão), Luís Pacheco Cunha (violino) e cantadores.
Litografias>> ver obra
Sete danças para Cargaleiro>> ver obra
In Memoriam Manuel Cargaleiro>> ver obra
Le départ de l’ombre>> ver obra
07/02, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco
Lontano Trio: Clara Gonçalves (saxofone), Francisco Martins (acordeão) e Pedro Vasquinho (contrabaixo)
Kinesis: As Mãos Misteriosas>> ver obra
13/02, DPP’26, Teatro Municipal de Portimão
Drumming – Grupo de Percussão (Miquel Bernat, João Miguel Braga Simões, Pedro Gois, André Dias), Vasco Ramalho (percussão)
Mineralizando!>> ver obra
26/02, WCLC: Percussion NOW, Martin Harris Centre, Manchester, Reino Unido
Miquel Bernat (vibrafone)
ATUALIDADE
Teatro São Luiz · © Estelle Valente
Teatro São Luiz · © Estelle Valente

Está a aproximar-se a data de arranque da festa anual da música contemporânea, organizada pela Miso Music Portugal, com um foco especial dado à música criada em Portugal. A 32.ª edição do Festival Música Viva, intitulada Insurgência, «afirma-se», nas palavras do seu diretor artístico, Miguel Azguime, «como um palco de resistência estética e ética num mundo atravessado por crises profundas». Como enfatiza Miguel Azguime: «Nesta 32.ª edição, Insurgência é simultaneamente poética e política. A criação musical surge como ato de confronto, de desvio e de recusa, afirmando a arte como arma sensível contra a violência estrutural, a desumanização e a lógica do medo. As obras apresentadas não procuram o conforto, mas antes a fricção: questi­onam, expõem feridas, abrem fissuras e convocam novas formas de escuta, pensamento e presença». O programa do festival inclui um vasto leque de obras criadas por comp­ositores portugueses: Bruno Gabirro, Carlos Brito Dias, Carlos Lopes, Diogo Alvim, Fernando Lopes-Graça, João Quinteiro, Jorge Peixinho, José Carlos Sousa, Marta Domingues, Miguel Azguime, Pedro Berardinelli e Solange Azevedo. Quanto à interpretação, o programa do festival conta com pessoas e grupos que já se apresentaram várias vezes no Música Viva, bem como com novos participantes: o Duo Nada Contra com Mrika Sefa (piano) e Francisco Cipriano (percussão), o Ensemble MPMP, o Grupo de Percussão da Orquestra de Câmara Portuguesa dirigido por Pedro Carneiro, o pianista José Pedro Ribeiro, o Miso String Quartet, a Orquestra Metropolitana de Lisboa sob a direção de Pedro Neves, a Sinfonietta de Braga e o Sond’Ar-te Electric Ensemble dirigido por Guillaume Bourgogne. O Festival Música Viva 2026 decorrerá de 28 de abril a 3 de maio, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.
OPORTUNIDADES • CONCURSOS E CHAMADAS
Miguel Azguime · © Adam Walanus
TMCJ 2026 · © Jorge Vilaça

Estão abertas as candidaturas para a 3.ª Temporada de Música de Câmara Jovem, com concertos agendados para os dias 6, 7, 13 e 14 de junho de 2026, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Neste contexto, o júri, com Nuno Pinto (clarine­tista), Filipe Quaresma (violoncelista) e Miguel Azguime (compositor), irá sele­cionar para a Temporada quatro grupos de música de câmara. O programa dos concertos deverá incluir pelo menos uma obra portu­guesa e uma obra internacional, ambas dos séculos XX ou XXI. A Temporada de Música de Câmara Jovem, um projeto da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música, tem como objetivo incentivar a música de câmara, promovendo e esti­mulando a interpretação das obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos em Portugal. A data limite de envio da candidaturas é 31 de março de 2026.
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O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) anuncia a 19.ª edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV). O CICPV tem como objetivo premiar obras de compositores nascidos depois de 1 de dezembro de 1985. O agrupamento de música convidado para a edição de 2026 é o Ensemble Contemporâneo da Póvoa de Varzim, sob a direção do maestro Stanley Dodds. As obras concorrentes deverão utilizar, pelo menos, dez instrumentos diferentes desta formação. O júri, que atribuirá dois prémios e reserva o di­reito de atribuir também menções honrosas, é constituído por Vasco Mendonça (presidente), Ângela da Ponte e Nik Bärtsch. O prazo para entrega das obras termina impreterivelmente no dia 3 de junho de 2026.
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Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA/Antena 2 destinado a compo­sitores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros resi­dentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026. As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 3 de julho de 2026 (data de receção).

Estão abertas as candidaturas para o Prémio de Compo­sição Acordeão 2026 (9.ª Edição · Folefest). Este Prémio destina-se a compositores e compositoras de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. A obra a apresentar terá de ser inédita, reservando-se à organização do Prémio a estreia absoluta das obras premiadas. As obras a concurso deverão ser escritas para um agru­pamento de música de câmara (de dois a seis instrumentos), com a inclusão obrigatória de um único acordeão. O júri será formado por: Daniel Moreira (com­positor), Ana Seara (compositora), Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/compositor/presidente do júri) e Nélson Ruivo (secre­tariado — Associação Folefest). As candidaturas devem ser enviadas por correio registado até ao dia 17 de julho de 2026 (data de envio).

Com o objetivo de incentivar a criação e a difusão de novas obras acusmáticas/eletroacústicas, a Miso Music Portugal promove e organiza a 27.ª edição do Concurso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2026. O con­curso está aberto a compositores de qualquer naciona­lidade e idade, sendo que cada pessoa só pode submeter uma obra que não tenha sido publicada comercialmente nem premiada noutro concurso, nacional ou internacional. O júri do 27.º Con­curso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2026, cuja composição será anunciada bre­vemente, atribuirá o valor de 500 € à obra premiada. A obra vencedora será interpretada em concerto pela Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal, em 2026, em Lisboa. A data limite para apresentação das obras a concurso é 31 de julho de 2026 (23h59, tempo de Lisboa).

A Banda Sinfónica Portuguesa promove o Concurso Internacional de Composição com o objetivo de estimular a criação de repertório original para banda. Aberto a compo­sitores de todas as nacionalidades com idade até aos 40 anos (à data de 31 de dezembro de 2026), o concurso as­sume a composição musical como um espaço de diálogo artístico frequentemente inspirado noutras áreas. Na edição de 2026, a BSP propõe como tema a adesão de Portugal à União Europeia. Os participantes são desafiados a criar uma obra original que estabeleça uma re­lação artística e conceitual com o tema proposto. A decisão final do júri acerca dos resultados do concurso ocorrerá após a estreia pública das obras finalistas, que terá lugar em concerto pela Banda Sinfónica Portuguesa, em novembro, no Porto. As inscrições para o concurso deverão ser efetuadas até ao dia 20 de setembro de 2026.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
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Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 36 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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