Atividade · Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT
Ângela da Ponte · © Rui Neto
Amílcar Vasques-Dias · © Helena Nóbrega

O livro Galveias de José Luís Peixoto é o mote do terceiro concerto do quinto Festival Cria­Sons (uma iniciativa da Musicamera Produções), com direção musical e música do compositor Amílcar Vasques-Dias (editado pelo MIC.PT), que reside no Alentejo e «trabalhou as suas obras em torno do coral alentejano». Trata-se de «um concerto de música de raiz mais popular», que será inter­pretada pelo próprio compositor ao piano, e que assume a direção de um conjunto composto por Paulo Gaspar (clari­nete baixo), Pedro Tavares (percussão), Pedro Santos (acor­deão) e Luís Pacheco Cunha (violino). O concerto terá lugar a 7 de fevereiro, na Biblioteca de Marvila. Uma semana depois, no dia 14, desta vez na Biblioteca do Liceu Camões em Lisboa, decorrerá um Encontro em Diálogo em que José Luís Peixoto e Amílcar Vasques-Dias partilharão conversa e performance musical, «orientados por um moderador que intermediará este diálogo entre duas linguagens morfologica­mente distintas, num registo tendencialmente improvisado, logrando, quiçá, entre elas aproximações insuspeitas.»
Ângela da Ponte · © Rui Neto
Ângela da Ponte · © Rui Neto

A peça Divertimento (2017) de Ângela da Ponte (com­positora editada pelo MIC.PT), integra o programa do recital Fifty-Fifty que o violetista Trevor McTait apre­sentará no dia 14 de fevereiro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Este projeto, que inclui ainda peças de outros compositores editados pelo MIC.PT, nomeadamente Daniel Moreira, Eduardo Luís Patriarca, Hugo Vasco Reis, Igor C. Silva e Miguel Azguime, é uma celebração da criação contem­porânea, materializada na edição de um novo álbum dedi­cado a obras para viola d’arco a solo e eletrónica, com­postas por autores portugueses e gravadas pela primeira vez. No mesmo dia, a música de Ângela da Ponte será também apresentada no âmbito do espetáculo Nativo do percussionista Tiago Manuel Soares, que terá lugar no festival Dias da Percussão Portimão 2026. O recital, que «vai à descoberta de novas estéticas, numa visão con­temporânea da diversidade do património imaterial por­tuguês», inclui também a música de Filipe Fernandes e Fernando C. Lapa (compositor editado pelo MIC.PT).
Carlos Caires · © Jorge Carmona
Carlos Caires · © Jorge Carmona

A instalação Lugares Invisíveis MUSEU, do compositor Carlos Caires (editado pelo MIC.PT), será inaugurada no próximo dia 7 de fevereiro, no Museu Nacional da Música, em Mafra. A instalação conta com o conceito, a programação, a interação em tempo real e o design sonoro da autoria de Carlos Caires, bem como a ima­gem generativa e a interação em tempo real da autoria de Andrea Tamburrino — TAMBOO. A instalação consiste num espaço fortemente interativo, no qual as pessoas partici­pantes utilizam as mãos para despertar e manipular um sistema sonoro imersivo, em diálogo com uma componente de imagem. Trata-se de um trabalho iniciado no âmbito do simpósio Cultura e Sustentabilidade: Projeto DME 2020, que tem vindo a ser desenvolvido e apresentado em diversos contextos. Nesta versão, feita especialmente para o Museu Nacional da Música, a instalação passou a dispor de uma componente de vídeo generativo interativo.

A obra Antologia do Tempo: 2. Ritual — fluxo contínuo do compositor Daniel Martinho (editado pelo MIC.PT), será apresentada no dia 24 de fevereiro na Casa da Música, no Porto. Esta peça, destinada a 17 instru­mentistas, pertence ao tríptico Antologia do Tempo (Génese; Ritual; Apogeu), composto em 2010, que, como diz Daniel Martinho na entrevista do MIC.PT, «foi um momento de afirmação estética e de maturi­dade estrutural». O concerto na Casa da Música, intitulado Folk Songs, contará com a participação do Remix Ensemble, de Eduarda Melo (meio-soprano) e de Ilan Volkov (direção musical), que interpre­tarão ainda obras de Hèctor Parra, François-Bernard Mâche, Johannes Schöllhorn e Luciano Berio. Adicional­mente, as peças Saudade e No Barriers, de Daniel Martinho, fazem parte dos recitais do NoMad Duo — Ricardo Antão (eufónio) e Jonathan Silva (percussão) — que terão lugar em Tóquio, no Japão, nos dias 12 e 14 de fevereiro.
Daniel Moreira · © Alexandre Delmar
Daniel Moreira · © Alexandre Delmar

A obra Curta-metragem n.º 2 (Brumas de outono), para cimbalão solo, de Daniel Moreira (compositor editado pelo MIC.PT), foi selecionada para o festival World New Music Days 2026, no âmbito da candidatura oficial da Miso Music Portugal / MIC.PT enquanto Secção Portuguesa da ISCM (International Society for Contemporary Music). O WNMD 2026, com o subtítulo Columna Infinită e organizado pela Secção Romena da ISCM, decorrerá entre 23 e 31 de maio, em Bucareste, na Roménia. Adicional­mente, em fevereiro Daniel Moreira contará com a apre­sentação de duas obras suas em Portugal. No dia 13, o Drumming GP estreará a peça As mãos misteriosas (2026), no âmbito dos Dias da Percussão Portimão 2026, no Teatro Municipal de Portimão. No dia seguinte, 14 de fevereiro no O’culto da Ajuda em Lisboa, o violetista Trevor McTait irá apresentar a peça Noctis Lumina, composta por Daniel Moreira em 2007. Por fim, o artigo do compositor, Weird, Menacing, and Colorful: Bernard Herrmann’s Harmonic Polytonality, foi publicado na Music Theory Online, uma das principais revistas internacionais de teoria e análise musical.
Diogo Alvim · © Susana Pomba
Diogo Alvim · © Susana Pomba

A obra Trégua, uma criação conjunta de Diogo Alvim (compositor editado pelo MIC.PT), Renato Ferrão e André Maranha, está em exposição até 6 de feve­reiro, na Galeria Fidelidade Arte, em Lisboa. Segundo as notas de programa: «Desafiados a conceber um projeto para o espaço desta galeria e para este momento particular, os artistas apresentam uma proposta que ganhou a forma de um ambiente. Ao invés de uma ocupação material daquelas salas, Trégua convoca a memória dos seus inúmeros usos para dela fazer um palimpsesto de vozes: o sopro intangível dos seus ecos a presentificar uma retirada.» Trégua é mais um projeto que nasceu no âmbito da colaboração artística de vinte anos entre a Galeria Fidelidade Arte e a Culturgest. Adicionalmente, na segunda metade do mês, mais precisa­mente no dia 28, o projeto Solo de Diogo Alvim será apre­sentado na Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco, no âmbito do Festival Multiverso. Desta vez, será uma versão de concerto, preparada num workshop com alunos e alunas da ESART — Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

A estreia da obra Peace and Liberty (2025), para coro, harpa, viola e vio­loncelo, do compositor Gerson Batista (editado pelo MIC.PT), decorrerá no dia 1 de fevereiro, no Conservatorio Cluadio Monteverdi em Bolzano (Itália). A ocasião será o concerto de finalistas do Concurso Internacional de Composição Freedom and Peace. Nas notas do programa sobre Peace and Liberty, Gerson Batista revela que «a obra surgiu após várias semanas de reflexão sobre o verdadeiro significado da paz». E acre­scenta: «Per­cebi que a paz vai muito além da mera tran­quilidade ou calma. A paz não é passiva; é corajosa, com­plexa e, es­sencialmente, uma odisseia, um mito, uma jornada espiritual. Seja pessoal ou social, a paz exige trabalho. A paz exige!» O concurso Freedom and Peace é uma iniciativa da Südtiroler Künstlerbunde e o seu tema está alinhado com o contexto mais amplo do Tirol do Sul, uma região europeia com uma história complexa marcada por tensões étnicas. As artes lá servem de forma a explorar temas como a identidade, a história e as questões sociais.
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins
Hugo Vasco Reis · © Johanes Lins

A interpretação de três obras de Hugo Vasco Reis (compositor editado pelo MIC.PT) terá lugar durante o mês de fevereiro. Criada e estreada em 2025, em resposta a uma encomenda do Síntese — Grupo de Música Contemporânea, a peça Vulnerabilidade será interpretada por este ensemble no âmbito de quatro concertos: nos dias 6 e 7 de fevereiro, respetivamente, em Reguengos de Monsaraz e em Loulé, e nos dias 16 e 17, respetivamente, em Dublin (Irlanda) e em Belfast (Irlanda do Norte). No dia 14 de fevereiro, no O’culto da Ajuda, em Lisboa, o violetista Trevor McTait interpretará Imago (2024), de Hugo Vasco Reis, para viola e eletrónica, no contexto do recital Fifty-Fifty. Por fim, a 27 de fevereiro, o pianista João Casimiro Almeida apre­sentará a obra Metamorfoses e Ressonâncias (2014) no Lisboa Incomum. O programa deste concerto, intitulado Espectros e que contará com a participação da soprano e musicóloga Sara Maia, incluirá também obras de Cândido Lima (compositor editado pelo MIC.PT), Inés Badalo, Luigi Nono e Solange Azevedo (compositora editada pelo MIC.PT).
Igor C. Silva · © Gergely Ofner
Igor C. Silva · © Gergely Ofner

Em fevereiro, três obras do compositor Igor C. Silva (editado pelo MIC.PT) terão apresen­tações na Bélgica, em Portugal e na Ale­manha. No dia 11, a peça Plastic Air (2017), para duo flexível, eletrónica e vídeo/luz, será apresentada na MIRY Concertzaal, em Gante, no âmbito de um concerto interpretado pelo Klinck Trio e dudal & de Roover. No dia 14, a peça Terminus, composta por Igor C. Silva em 2009 para viola, eletrónica em tempo real e luz, será interpretada por Trevor McTait durante o recital Fifty-Fifty no O’cutlo da Ajuda, em Lisboa. A terceira obra de Igor C. Silva é Hypernormalization (2018), para voz, percus­são e eletrónica, que será estreada na Alemanha no dia 20, no Kulturbunker Köln-Mülheim, em Colónia, no âmbito do pro­jeto IN_FUSE do ensemble Unfeed Format. O IN_FUSE é uma iniciativa que cruza vários gé­neros, confrontando a música contemporânea experimental e o dark techno, a mú­sica ele­trónica experimental e a cultura de clube.
Miguel Azguime · © Adam Walanus
Miguel Azguime · © Adam Walanus

No mês de fevereiro, o compositor Miguel Azguime (editado pelo MIC.PT) contará com a inter­pretação de duas obras suas em Portugal e na Inglaterra. No próximo dia 14 de fevereiro, o violetista Trevor McTait interpretará a obra Dedans-Dehors de 2018, para viola e eletrónica, no âmbito do recital Fifty-Fifty, que terá lugar no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Na segunda metade do mês, mais concretamente no próximo dia 26, Miquel Bernat dará a estreia absoluta da obra Mineralizando!, para vibrafone solo, que Miguel Azguime escreveu para este percussionista e diretor artístico do Drumming — Grupo de Percussão. Neste con­certo, que terá lugar no Martin Harris Centre da Univer­sidade de Manchester, em Inglaterra, Miquel Bernat rea­lizará, para além da estreia de Miguel Azguime, várias apresentações inéditas no Reino Unido, «num encontro onde a história, a imaginação e a vanguarda se fundem para manter a criação artística vibrante e viva».
 
RIZOMA
logo · riZoma
logo · riZoma
riZoma · Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto alargado de entidades portuguesas ativas ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com larga experiência no contexto da música erudita con­temporânea. A Plataforma riZoma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, dando pro­tagonismo ao esforço perpetrado por muitos e criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a iden­tidade cultural do nosso país.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
imagem ilustrativa
imagem ilustrativa
· 13/02 · 1h00 · Antena 2 ·
Novos discos com música portuguesa

Nesta emissão o MIP apresenta duas novas edições em CD com música portuguesa contemporânea. Na pri­meira parte, apresentamos o disco duplo Kokyuu que inclui cinco obras do compositor Luís Tinoco para solista e orquestra, com a Orquestra Metro­politana de Lisboa e a Orquestra Sinfónica do Porto — Casa da Música, e os solistas Ricardo Toscano (saxofone alto), Lívia Nestrovski (voz), Filipe Quaresma (violoncelo), João Barradas (acordeão) e Horácio Ferreira (clarinete). Na segunda parte do programa ouviremos composições do disco Oboé+ em que o oboísta Tiago Coimbra interpreta obras de António Chagas Rosa, Carlos Caires, Cândido Lima, João Moreira, Fábio Chicotio, Sérgio Azevedo, Tiago Jesus, Mariana Vieira e Luís Carvalho. Ambos os discos são edições recentes da Artway Records.
· 27/02 · 1h00 · Antena 2 ·
Na 1.ª Pessoa com Pedro Pinto Figueiredo

Um programa do ciclo Na 1.ª Pessoa, em que entrevistamos compositoras e compositores para conhecer de perto a sua música mais recente, o seu percurso criativo, as formas de trabalhar e as suas ideias sobre a composição. Nesta emissão, estaremos em con­versa com o compositor Pedro Pinto Figueiredo, que também é professor e maestro. As suas obras são maio­ritariamente no campo da música de câmara, para en­sembles, duos ou instrumentos solistas. Pedro Pinto Figueiredo tem-se interessado pela utilização de novas tecnologias, principalmente no âmbito do tratamento ele­trónico do som em tempo real. O compositor é também diretor artístico do Lisbon Ensemble XX/XXI, um agru­pamento dedicado à interpretação de música contem­porânea. Uma entrevista conduzida por Pedro Boléo, com tempo para a escuta de algumas composições musicais do compositor entrevistado.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
imagem ilustrativa
A edição de partituras pelo MIC.PT visa divulgar partituras de obras de com­positores residentes em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e o seu estudo no meio académico. Neste momento, o Catálogo do MIC.PT inclui 1199 partituras.
João Quinteiro (JQui0010)
a circunferência do peito (2025) · grupo instrumental
Miguel Azguime (MA0046)
Três Cantos para Libertar o A(r) (2021) · quatro vozes
novos CD no MIC​.​PT

· Obras de António Chagas Rosa (Lenda de Boutès), Carlos Caires (One from All-in-One), Cândido Lima (Ôboâ, contos de infância), João Moreira (Knurren), Fábio Chicotio (Up a Notch), Sérgio Azevedo (The Starry Night), Tiago Jesus (À procura do que não se perdeu), Mariana Vieira (Auto-gravura) e Luís Carvalho (Três Caprichos sobre temas de Richard Strauss) · Tiago Coimbra (oboé).
estreias recentes
Pour Annette>> ver obra
07/01, Le Senghor, Bruxelas, Bélgica
música eletroacústica
Dialogue V>> ver obra
13/01, Colégio Mateus d’Aranda, Universidade de Évora
Monika Streitová (flauta), Gonçalo Pescada (acordeão)
Música para SIBELA e DIGOO>> ver obra
21/01, 14.ª Mostra de Dança NANT, Teatro Viriato, Viseu
Uma criação de Tânia Carvalho para a Dançando com a Diferença · Diogo Freitas, Isabel Teixeira (intérpretes)
Jorge Costa Pinto
91... The Blues>> ver obra
23/01, Casa da Música Jorge Peixinho, Montijo
Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, Vasco Pearce de Azevedo (maestro)
Restful Mind>> ver obra
31/01, Igreja da Misericórdia de Santarém
Manuel Brás da Costa (contratenor), Ilda Rodrigues (piano)
Pedro Rebelo · © Geraldine Timlin
Pedro Rebelo · © Geraldine Timlin

A obra Ambos (2019), para saxofone e violoncelo, do compositor Pedro Rebelo (editado pelo MIC.PT), será interpretada no contexto de quatro concertos do Síntese — Grupo de Música Contemporânea, em Portugal, na Irlanda e na Irlanda do Norte. Os dois primeiros espe­táculos terão lugar nos próximos dias 6 e 7 de fevereiro, respetivamente, no Auditório Municipal Alberto Janes, em Reguengos de Monsaraz, e no Auditório do Conservatório de Música Francisco Rosado, em Loulé. Os concertos irlan­deses do Síntese — GMC decorrerão nos próximos dias 16 e 17, respetivamente, no Kirkos Ensemble Venue, em Dublin, e no Sonic Lab SARC da Queen’s University, em Belfast. A obra Ambos de Pedro Rebelo foi encomendada ao compositor pelo Síntese — GMC, ensemble da Guarda que desde a sua fundação encomendou e estreou mais de 70 obras de compositores portugueses de diferentes gerações e visões estéticas.

A obra Le départ de l’ombre (2026), para saxofone, acordeão e contrabaixo, da compositora Sara Carvalho (editada pelo MIC.PT), será estreada pelo Lontano Trio, no dia 7 de fe­vereiro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, no âmbito do projeto Do Barro ao Som — Home­nagem a Cargaleiro. O Lontano Trio, constituído por Clara Gonçalves (sa­xofone), Francisco Martins (acordeão) e Pedro Vasquinho (contrabaixo), é um grupo de música de câmara formado na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco em setembro de 2019, sob a orientação artística de Paulo Jorge Ferreira. O trio con­quistou o 2.º prémio no Concurso Folefest 2020, na categoria de Nível Superior de Música de Câmara, feito que se repetiu no mesmo evento no ano de 2021. Ao longo do seu percurso, o trio tem vindo a participar em vários concertos, com o intuito de dar a conhecer o repertório existente para esta formação menos convencional.

Kinesis: imagens e movimentos sonoros é o título do concerto do Drumming — Grupo de Percussão, que terá lugar no dia 13 de fevereiro, no âmbito do festival Dias da Percussão Portimão 2026. Neste concerto, o Drumming GP, com o percussionista e solista Vasco Ramalho como con­vidado especial, estreará duas obras dos compositores Ricardo Ribeiro e Vítor Rua (editados pelo MIC.PT). A obra do primeiro compositor, Eppur, foi composta em 2025 para marimba solo e quatro per­cussionistas, em resposta a uma enco­menda do festival DPP 2026. Por seu lado, a peça de Vítor Rua, que data também de 2025, é para quarteto de pequena percussão e tem o título, No Eco de Quatro Gestos Mínimos, o Mundo Abre-se em Par­tículas Sonoras que se Dilatam como Constelações em Expansão, onde cada Vibra­ção Simples é Transformada em Abismo, Memória e Vertigem.

O NoMad Duo, constituído por Ricardo Antão (eufónio) e Jonathan Silva (percussão), estará em digressão no Japão na primeira quinzena de fevereiro, ocasião em que dará dois concertos em Tóquio: no dia 12, no Space Do, em Shin-Okubo, e no dia 14, na Embaixada de Portugal. O programa destes concertos incluirá obras dos três compositores editados pelo MIC.PT: Daniel Martinho (Saudade e No Barriers), Francisco Ribeiro (Alicerces Japoneses e Little Song for Empathy) e Paulo Bastos (Adiós). Adicionalmente, o NoMad Duo interpretará também, no Japão, música de Camila Menino, Egberto Gismonti (arr. Francisco Ribeiro) e Telmo Marques. O NoMad Duo foi fundado em 2019 e tem como objetivo promover e estimular a criação de novas propostas musicais, que conjuguem eufónio e percussão.
ATUALIDADE

Encontram-se abertas as inscrições para a terceira edição do projeto Corpos Sonoros, uma iniciativa do Projecto DME e do Lisboa Incomum que conjuga arte sonora, escultura, instalação e performance comunitária. Destinado ao público em geral, a participação no projeto não exige conhecimentos musicais prévios e convida quem valoriza a exploração de novas formas de escutar e criar. As sessões de criação coletiva, orientadas pelo compositor Jaime Reis (editado pelo MIC.PT) e pelo percussionista Francisco Cipriano (solista do Ensemble DME), decorrerão no Lisboa Incomum nos dias 21 e 28 de fevereiro e 1, 7 e 8 de março, e culminarão numa performance-instalação nos dias 14 e 15 de março na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Na primeira fase, as pessoas parti­cipantes criarão e explo­rarão diversos sons através de instrumentos musicais construídos por Francisco Cipriano. Na segunda fase, será constituída uma base de dados com grava­ções realizadas durante as sessões. Este repositório servirá de base para a criação de uma peça acusmática por Jaime Reis, a partir dos sons gerados pelos instru­mentos concebidos no âmbito do projeto Corpos Sonoros III.

O MPMP Património Musical Vivo promove a 7.ª edição do Prémio Musa, desafiando compositores e compositoras de todas as idades e nacionalidades a criarem obras para voz (aguda ou grave) e piano, inspiradas na poesia de Ana Luísa Amaral, uma das vozes mais luminosas e íntimas da literatura portu­guesa contemporânea. As obras devem ser inéditas, ter uma duração máxima de 10 minutos e utilizar um texto baseado na poesia desta autora. Como já é habitual no Prémio Musa, os textos deverão incluir pelo menos um excerto em língua portuguesa, contribuindo assim para a sua preservação enquanto ve­ículo de expressão artística. A obra vencedora será apresentada no festival Projeto:Canção, sendo o júri do prémio composto por Amílcar Vasques-Dias, Inés Badalo e Pedro Costa. O prazo final para o envio das candidaturas é 15 de fevereiro de 2026.

Lá nas Árvores, um projeto integrado no programa Évora 27 — Capital Europeia da Cultura, anuncia uma chamada aberta para candidatar obras musicais para o seu segundo ciclo, Levantar Voo, que decorrerá entre 9 e 12 de abril, em Évora. O projeto Lá nas Árvores é organizado pela Universidade de Évora, pelo Projecto DME e pela Associação Lisboa Incomum, sob a direção artística da professora e pianista Ana Telles. O concurso está aberto a compositores e ar­tistas sonoros de todas as nacionalidades e idades. As obras selecionadas poderão ser apresentadas na instalação sonora durante o festival, no concerto acus­mático de 12 de abril, ou em ambos os contextos. Cada participante poderá submeter uma obra para a instalação, uma obra para o concerto, ou a mesma obra para ambas as categorias. Todas as obras submetidas devem estar relacionadas com o tema da paisagem sonora, particularmente com pai­sagens sonoras aéreas. O prazo para a entrega das candidaturas termina a 13 de fevereiro.

A Fundação da Casa de Mateus, em colaboração com o Sond’Ar-te Electric Ensemble e a blablaLab Associação Cultural, promove a segunda edição do Concurso Internacional de Composição de Lied Álvaro García de Zúñiga — Casa de Mateus — Sond’Ar-te. Incentivando a escrita de Lied, este concurso visa estimular a criação, interpretação e divulgação de novas obras musicais que combinam a voz com instrumentos e com a possibilidade de inclusão de meios eletroacústicos. As candidaturas estão abertas a compositores de todas as nacionalidades, que podem submeter até duas composições inéditas, não es­treadas, não publicadas comercialmente, nem premiadas em outros concursos. As obras devem ter uma duração entre 7 e 15 minutos e ser escritas para duo. A escolha dos textos para as composições deverá incidir na obra de Álvaro García de Zúñiga, cujos textos propostos podem ser consultados nos sítios das entidades parceiras. O prazo para envio das candidaturas foi prolongado até ao dia 1 de março de 2026.

Estão abertas as candidaturas para a 3.ª Temporada de Música de Câmara Jovem, com concertos agendados para os dias 6, 7, 13 e 14 de junho de 2026, no O’culto da Ajuda, em Lisboa. Neste contexto, o júri, com Nuno Pinto (clarinetista), Filipe Quaresma (violoncelista) e Miguel Azguime (compositor), irá sele­cionar para a Temporada quatro grupos de música de câmara. O programa dos concertos deverá incluir pelo menos uma obra portuguesa e uma obra internacional, ambas dos séculos XX ou XXI. A data limite de envio da candidaturas é 31 de março de 2026. A Temporada de Música de Câmara Jovem, um projeto da Miso Music Portugal e da Associação Portuguesa dos Amigos da Música, tem como objetivo incentivar a música de câmara, promovendo e esti­mulando a interpretação das obras de compositoras e compositores portugueses, bem como os jovens músicos em Portugal.

Com o objetivo de promover e incentivar a criação musical erudita contemporânea e de divulgar o trabalho de jovens compositoras e compositores, a Sociedade Portuguesa de Autores e a RTP/Antena 2 promovem mais uma edição do Prémio de Composição SPA / Antena 2 destinado a compositores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal há mais de quatro anos, nascidos a partir de 1 de janeiro de 1991. As obras a concurso deverão ser inéditas, puramente orquestrais, sem recurso a solista(s) nem meios eletrónicos. A estreia da obra premiada, na interpretação da Orquestra Gulbenkian, decorrerá durante o 16.º Festival Jovens Músicos, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, a 17 de setembro de 2026.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
imagem ilustrativa · Unsplash
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 36 novas entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a Antena 2), estas novas entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às entrevistas históricas realizadas pelo MIC.PT há 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
Entrevistas recentes
Paulo Ferreira-Lopes   Diogo da Costa Ferreira   Luís Neto da Costa   António Pinho Vargas   Cândido Lima   Fernando C. Lapa  
Fátima Fonte   Pedro Rebelo   Paulo Bastos   Sofia Sousa Rocha   Bruno Gabirro   Christopher Bochmann  
António Chagas Rosa   António Ferreira   Daniel Moreira   João Castro Pinto   Ângela da Ponte   Ângela Lopes  
Diogo Alvim   Filipe Esteves   Filipe Lopes   José Carlos Sousa  
Entrevistas 2019-2021
Amílcar Vasques-Dias   António de Sousa Dias   Carlos Marecos   Daniel Schvetz   David Miguel   Isabel Soveral
Jaime Reis   João Quinteiro   Miguel Azguime   Patrícia Sucena de Almeida   Pedro Amaral   Rui Penha
Sara Carvalho   Vítor Rua
Entrevistas 2003-2005
Álvaro Salazar   Amílcar Vasques-Dias   António Pinho Vargas   Christopher Bochmann   Filipe Pires   Luís Tinoco
Paulo Raposo   Pedro Amaral
footer
Agenda Catálogo de Partituras MIC.PT Espaço Crítica para a Nova Música MIC.PT EN MISOMUSIC.ME mail MIC.PT MIC.PT IAMIC DGARTES Facebook Instagram X YouTube SoundCloud