Em Foco de abril · Miso Ensemble, 40 anos de criação e liberdade
cartaz · ISCM WNMD 2025
Miso Ensemble, 1989 · © José Fabião
Nos 40 anos do Miso Ensemble, dedicamos este Em Foco ao duo formado por Miguel Azguime e Paula Azguime, que se estreou em 1985 e que continua a marcar a criação musical contemporânea. O Miso Ensemble atravessou a vida musical portuguesa, do seu nascimento até aos dias de hoje, como um projeto absolutamente singular. Nos anos 80 e 90 deixou uma marca duradoura com a sua originalidade musical e a sua invulgar atitude performativa. No século XXI transfigurou-se com os seus espetáculos cénico-musicais, mantendo uma força criativa excecional. Para além disso, deu origem à Miso Music Portugal, associação cultural que tem tido um papel muito importante no fomento da criação musical e na divulgação da música dos nossos tempos. Foram quatro décadas de intensa dedicação à criação musical que se faz Portugal (mas com os olhos postos no mundo): a promover a composição, a encomendar obras, a convocar intérpretes, a gravar e a editar obras. Ao mesmo tempo, o Miso Ensemble prosseguiu o seu caminho de invenção artística permanente, sempre com a música ao centro. 40 anos de liberdade criativa e de paixão pela nova música que assinalamos neste Em Foco.

Atividade · Compositoras e Compositores Editados pelo MIC​.​PT

No próximo dia 25 de abril, Dia da Liberdade, será estreada a ópera As Sombras de uma Azinheira, de Amílcar Vasques-Dias (compositor editado pelo MIC.PT). Com um título que alude a uma das músicas que mais associada ficou à Revolução dos Cravos e inspirada no livro homónimo de Álvaro Laborinho Lúcio, a ópera narra a história de Catarina, nascida precisamente a 25 de Abril de 1974, que «não gosta do nome que tem, nem de celebrar o seu aniversário, tendo uma visão muito própria do que é a liberdade que vive e sente», como descreve o compositor nas notas de programa. A obra foi escrita por encomenda da Ritornello Associação Cultural (apoio da DGArtes) e concebida para quinteto de cordas, narrador e solistas. A interpretação estará a cargo do Quinteto de Cordas Contemporâneo, com Manuel Rocha no papel de narrador/ radialista, Tânia Ralha (soprano) e André Henriques (barítono). O libreto é da autoria de Eduarda Freitas, e Mário João Alves foi responsável pela encenação. A estreia da ópera As Sombras de uma Azinheira terá lugar no Convento de São Francisco, em Coimbra, seguindo-se apresentações em Évora, Amarante e Oliveira do Bairro.
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar
António Pinho Vargas · © Miguel Baltazar

No dia 11 de março, no Auditório Maestro Frederico de Freitas da Sociedade Portuguesa de Autores em Lisboa, foi atribuído a António Pinho Vargas o Prémio Pedro Osório 2025 pelo álbum Lamentos. Editado e lançado pela Artway Next em 2023, o CD contém três obras deste compositor editado pelo MIC.PT – Sinfonia (subjetiva) (2019), Concerto para viola e orquestra (2016) e Concerto para violino (2016) – na interpretação da Orquestra Metropolitana de Lisboa, Joana Cipriano (viola), Ana Pereira (violino) e Pedro Neves (maestro). Desde 2011, no contexto do Prémio Pedro Osório (SPA) são distinguidos um autor e um trabalho de qualquer área musical, como forma de promover a música portuguesa, os seus autores, bem como a memória e a obra de Pedro Osório. Adicionalmente, quatro peças de António Pinho VargasUma já Antiga, Brinquedos, Dança dos Pássaros, Casa de Granito no Minho e Quedas d’água (com lágrimas) – fazem parte do programa do concerto de Álvaro Teixeira Lopes (piano) e Francisco Berény Domingues (guitarra clássica), que decorrerá a 22 de abril no Museu Nacional Grão Vasco, no âmbito do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu.
Ângela da Ponte · © Alípio Padilha
Ângela da Ponte · © Alípio Padilha

No mês de abril, Ângela da Ponte (compositora editada pelo MIC.PT) contará com apresentações de duas obras em Portugal. A primeira, Punto di fuga (2024) para flauta, clarinete, percussão, violino, viola, violoncelo e harpa, está incluída no programa dos concertos que o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, dirigido por Cláudio Ferreira, dará nos dias 9 e 10 de abril, respetivamente, no Templo da Poesia (Oeiras) e no contexto do 18.º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. A outra obra, Ensaios Sobre Cantos IV (2019) para adufe e eletrónica, será apresentada nos dias 4 e 26, respetivamente, na Casa da Música Jorge Peixinho (Montijo) e na Casa da Música no Porto, no âmbito do projeto Nativo no qual o percussionista Tiago Manuel Soares apresenta-se a solo, com instrumentos tradicionais portugueses como ponto central da narrativa. Além da obra de Ângela da Ponte, no âmbito deste espetáculo o músico interpretará ainda peças de Fernando C. Lapa e Filipe Fernandes.

No dia 5 de abril estreará na Sala Estúdio do Teatro da Rainha, nas Caldas da Rainha, o projeto Marthiya de Abdel Hamid de Carlos Alberto Augusto (compositor editado pelo MIC.PT), segundo o texto de Alberto Pimenta. O espetáculo está incluído na comemoração dos 40 anos da companhia, sendo que a programação desta efeméride integra uma iniciativa designada Pimentíadas, dedicada ao escritor Alberto Pimenta. Como diz Carlos Alberto Augusto: «Este texto ressoa no meu espírito desde que adquiri o livro, numa edição de 2005. Ao lê-lo, provocou, como alguns, poucos, outros textos, uma leitura “sonora” e um desejo imenso de trazer essa minha leitura interna, pessoal, para fora de mim. Algo soou durante a leitura. O figurino que imaginei, desde o princípio, foi este, que agora vai ser apresentado, pela primeira vez, publicamente: o texto, a voz e um sistema eletrónico de processamento da voz, operado em tempo real. Pergunto-me: podemos escrever com som?»
Diogo Alvim · © Susana Pomba
Diogo Alvim · © Susana Pomba

A instalação sonora Afluente de Diogo Alvim (compositor editado pelo MIC.PT) estará patente entre 13 de abril e 13 de outubro no Japão. Trata-se de uma instalação para 10 canais, disposta na entrada do Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Osaka 2025. A composição pretende transformar o tempo de espera dos visitantes à entrada e explora a relação entre a arquitetura de Kengo Kuma, responsável pela projeção do Pavilhão de Portugal para a Expo 2025, e o tema dos oceanos. «Como arquiteto, sempre fui sensível às questões do espaço e da arquitetura enquanto dimensões que afetam o timbre, a dinâmica, e outros fenómenos da escuta. Acho que somos todos naturalmente transdisciplinares e a arquitetura é prova disso – cumpre uma experiência percetiva múltipla e complexa. Por isso interessa-me o extradisciplinar enquanto método de desconstrução e reconfiguração dos limites das disciplinas, na procura da nossa perceção total complexa», partilhou Diogo Alvim aquando da entrevista ao MIC.PT em fevereiro de 2020. Afluente parte de diferentes manifestações sonoras de água e de instrumentos de corda cujos timbres evocam as diferentes identidades culturais do Japão e de Portugal.

Em abril, o compositor Fernando C. Lapa (editado pelo MIC.PT) terá uma agenda intensa de concertos. No dia 4, na Casa da Música Jorge Peixinho (Montijo), será apresentada a obra para pecussão, Margato Son, no contexto do projeto Nativo de Tiago Soares, que inclui ainda peças de Ângela da Ponte e Filipe Fernandes e que será repetido no dia 26 na Casa da Música (Porto). No dia 5, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, será interpretada AURORA – ópera para uma epopeia dos tempos modernos, composta em colaboração com Tomás e Telmo Marques e com o libreto de Eduarda Freitas. Com a direção musical de Raquel Couto e encenação de Nuno M. Cardoso, a interpretação será do Coro Lira, Sara Braga Simões e Job Tomé (solistas) e de um ensemble instrumental. A 14 de abril, no Teatro Viriato, em Viseu, a Orquestra AMASING interpretará Canções de Luz e de Mistério e De Azul, com Eliseu Silva (violino), Monika Streitová (flauta) e Luciano Pereira (maestro). Por fim, no dia 25, no Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz (Barcelos), Rodrigo Teixeira interpretará Variações sobre o Coro da Primavera de José Afonso num concerto comentado por Miguel Leite e integrado no Barcelos Fest Ensemble.
João Castro Pinto · © Michael Wieser
João Castro Pinto · © Michael Wieser

A vídeo-dança Through Ashes We Rise (2024), peça audiovisual que integra o rol de colaborações que, desde 2021, João Castro Pinto (compositor editado pelo MIC.PT) tem vindo a efetuar com a coreógrafa e ex-bailarina norte-americana Mimi Garrard, será exibida no evento DARK AND LIGHT que terá lugar no Rubin Museum of Art, no próximo dia 26 de Abril, na cidade de Nova Iorque (Estados Unidos da América). Organizado pela Mimi Garrard Dance Theatre Company, este evento conta com a apresentação de outras quatro vídeo-danças, criadas em colaboração com os compositores Jonathan Melville Pratt, Tom Hamilton, James Seawright e a própria Mimi Garrard, e com os bailarinos Samuel Roberts, Evan Copeland, Michael Francis, Cynthia Koppe, Kate Jewett e Tim Bendernagel.

A obra de José Carlos Sousa (compositor editado pelo MIC.PT), Silêncio! Nossa Senhora da Trovoada (2024) para quinteto (violino, violoncelo, clarinete, harpa e piano), faz parte do programa dos concertos que o GMCL – Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, dirigido pelo maestro Cláudio Ferreira, dará a 9 e 10 de abril, respetivamente, no Templo da Poesia (Oeiras) e no contexto do 18.º Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu. Trata-se de um concerto em que o GMCL homenageia os 85 anos do nascimento do seu fundador, o compositor Jorge Peixinho, assim como o centenário do nascimento de Luciano Berio. Neste programa as obras destes dois criadores do século XX serão ladeadas por obras novas encomendadas pelo GMCL a compositores portugueses da atualidade.

Nos passados dias 27, 28 e 29 de março, na Sala-Estúdio do Teatro da Rainha, foram apresentados os espetáculos Discurso sobre o Filho-da-Puta de Alberto Pimenta, uma produção do Teatro da Rainha (Caldas da Rainha) com encenação de Fernando Mora Ramos, composição musical de Miguel Azguime e na interpretação do Quarteto de Cordas Vocais (Beatriz Antunes, Fábio Costa, Marta Taveira e Nuno Machado). «Esta peça é um grito gramaticalmente impecável, rigoroso, pela liberdade livre e contra o preconceito e o amiguismo hipócrita e nepótico que continua a constituir os modos da nossa sociabilidade sempre muito atravessada de ambições de poder e poderes» – revelam os criadores da peça na nota de programa. Os espetáculos fazem parte do ciclo Pimentíada, organizado para celebrar o quadragésimo aniversário do Teatro da Rainha e que se iniciou no Dia Mundial do Teatro, a 27 de março. «Centrado na obra de Alberto Pimenta, nosso grande clássico-contemporâneo e performer vivo», como dizem os organizadores do ciclo, Pimentíada estender-se-á até 5 de abril, sendo «uma celebração explosiva que pretende ser uma pedrada no charco do comemorativismo rotineiro.»
Pedro Rebelo · © Geraldine Timlin
Pedro Rebelo · © Geraldine Timlin

O mês de abril contará com a circulação de duas obras de Pedro Rebelo (compositor editado pelo MIC.PT). Crana (2024), obra para flauta, clarinete, piano, violino e violoncelo, será interpretada no dia 3 pelo Hard Rain SoloistEnsemble num concerto intitulado Surround Sounds: Irish Forests, Rivers & Peatlands. O espetáculo terá lugar no Kevin Barry Recital Room da National Concert Hall, em Dublin, capital da Irlanda. A segunda peça, Music by Ravel (2025), será estreada na digressão do Quarteto Béla. O encadeamento de concertos, compreendidos entre 3 e 6 de abril, passará por várias cidades da Irlanda do Norte. A obra parte de uma série que inclui Music by Strings (2019), Music by Wind (2020) e Music by Wood (2021). Music by Ravel é inteiramente baseada no único quarteto de cordas de Ravel, escrito em 1903. Nesta obra, Pedro Rebelo reutiliza os materiais do Quarteto de Cordas em Fá Maior mediante uma técnica baseada no sampling do hip-hop e, em particular, nas técnicas usadas por J Dilla. A técnica de sampling, que consiste na extrusão de pequenos fragmentos e na aplicação de repetição, transposição e truncagem, é aqui efetuada sobre a própria notação e não sobre material áudio.
 
RIZOMA
logo · riZoma
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riZoma · Plataforma de Intervenção e Investigação para a Criação Musical

riZoma é uma rede formada por um conjunto alargado de entidades portuguesas ativas ligadas à criação, à educação, à interpretação e à investigação, com larga experiência no contexto da música erudita contemporânea. A Plataforma riZoma foi criada para estabelecer o diálogo e a articulação entre as entidades que a constituem e para falar a uma só voz junto do público e das tutelas, dando protagonismo ao esforço perpetrado por muitos e criando uma força nova que assenta no valor inestimável que a música erudita contemporânea criada em Portugal tem para a identidade cultural do nosso país.
MÚSICA DE INVENÇÃO E PESQUISA
· 11 / 04 · 1h00 · Antena 2 ·
ISCM World New Music Days 2025

Neste programa estaremos à conversa com mais dois representantes de instituições parceiras do World New Music Days 2025 (WNMD 2025): Cesário Costa, programador de música erudita do Centro Cultural de Belém e João Pinharanda, diretor artístico do MAAT – Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia. Contamos também com a presença de Miguel Azguime, da Miso Music, diretor artístico do WNMD 2025. Falaremos da relevância deste festival, da música portuguesa da atualidade e do trabalho destas instituições na promoção e programação da criação e interpretação musical contemporâneas, muitas vezes em relação com outras artes. O World New Music Days, que se realizará entre 30 de maio e 7 de junho de 2025 em Lisboa e no Porto, é uma iniciativa da International Society for Contemporary Music. Pela primeira vez, o festival será realizado em Portugal, marcando um momento importante para a música portuguesa da atualidade.
· 25 / 03 · 1h00 · Antena 2 ·
ISCM World New Music Days 2025

Uma entrevista a vários membros de ensembles presentes no World New Music Days 2025: o MPMP, o Concrète[Lab]Ensemble, o Coro Infanto-Juvenil da Universidade de Lisboa, a Camerata Alma Mater e o Sond’Ar-te Electric Ensemble. Para falar da interpretação musical da música contemporânea, das relações entre criadores e músicos, e da potência da música portuguesa mais atual, reveladas em grande medida neste festival. O WNMD 2025 é uma iniciativa inédita em Portugal e realizar-se-á entre 30 de maio e 7 de junho. Durante estes dias, várias instituições e artistas – incluindo músicos e compositores portugueses e internacionais – juntar-se-ão para promover a criação musical dos nossos tempos e o intercâmbio artístico.
Novas Partituras no MIC​.​PT
andorinhas
imagem ilustrativa
A edição de partituras pelo MIC.PT tem como alvo a divulgação de partituras de obras de compositores residentes e ativos em Portugal, fomentando a sua escolha por parte de músicos e programadores, e ainda o seu estudo no meio académico.
João Quinteiro (JQui0010)
Canção IV – Echo, Wiederholung und Metamorphose (2022) · duas flautas
Paulo Bastos (PBas0010)
Vértigo (2024) · eufónio e vibrafone
Paulo Bastos (PBas0011)
Xénia (2024) · eufónio e vibrafone
novos CD no MIC​.​PT

· Obras de Filipe Esteves: reciclagem, entropia, ressonâncias líquidas, disrupções electro-mecânicas and r.p.m. (2024)


· Obra de Christopher Bochmann: O Grito do Cisne (2024) para orquestra e barítono · peças dedicadas a Gabriel Fauré, com orquestrações de Christopher Bochmann: Ravel – Berceuse, Koechlin – Hommage, Ladmirault – Hommage, Auber – Esquisse · inetrpretação da Orquestra Sinfónica Juvenil, Armando Possante (barítono) e Christopher Bochmann (maestro).
estreias recentes
Inquietação Tranquila>> ver obra
15/ 03, A Viagem dos Capitães, Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu
Tiago Correia (direção musical), Aldovino Munguambe (percursão), Carlos Silva (clarinete), Dércio Fernandes (contrabaixo), Joana Correia (flauta), Nancy Brito (acordeão)
Tribulações>> ver obra
16/ 03, Illsley Ball Nordstrom Recital Hall/ Benaroya Hall, Seattle, EUA
MOR ensemble
O infinito sendo quase nada>> ver obra
20 e 23/ 03, Festival Imersivo 2025, Lisboa Incomum
Beatriz Costa (violino)
Miserere>> ver obra
29/ 03, Ciclo Quadragésima, Capela de São Francisco, Fundão
Gonçalo Lourenço (maestro), Ensemble Vocal Polaris, Alexandra Bernardo e Paula Rosado (sopranos), Ana Ferro e Ana Urbano (altos), Pedro Miguel e João Castelo Branco (tenores), Manuel Rebelo e José Grácio (baixos), António Figueiredo e David Ascenção (violinos), Irma Erculiani (viola), Emídio Coutinho (violoncelo), Vanessa Lima (contrabaixo)
NOVIDADES MIC​.​PT
Ângela da Ponte · © Rui Gonçalves
Rita Castro Blanco · © Sarah Ainslie
Nova Página no MIC.PT de Rita Castro Blanco

A Nova Página de Intérprete de Rita Castro Blanco foi ativada em março no MIC.PT. A jovem maestrina tem um percurso notável, tendo colaborado com entidades como o Staatstheater Darmstadt, a Real Filarmonia da Galiza, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, entre outras. Atuando em diferentes áreas da música, Rita Castro Blanco tem demonstrado um particular interesse pela música contemporânea e pela ópera. Neste âmbito, destaca-se a sua participação no Operafest Lisboa, onde dirigiu a estreia de sete óperas portuguesas nos Jardins do Museu Nacional de Arte Antiga. A maestrina iniciou os seus estudos em direção de orquestra na Academia Nacional Superior de Orquestra, prosseguindo depois a sua formação no Royal Northern College of Music. Atualmente, ocupa o cargo de Maestrina Assistente da City of Birmingham Symphony Orchestra, posição que mantém pela segunda temporada consecutiva, e trabalha regularmente com maestros como Nuno Coelho, Joana Carneiro e Clark Rundell.
máquina de escrever
imagem ilustrativa · Unsplash

Em março, o Espaço Crítica para a Nova Música publicou um novo texto de Pedro M. SantosNew Vintage: uma referência incontornável na música contemporânea para quarteto de clarinetes. Nesta crítica, o autor escreve sobre o mais recente CD do Quarteto Vintage (com Iva Barbosa, João Moreira, José Eduardo Gomes e Ricardo Alves nos clarinetes), intitulado New Vintage e que inclui a música de seis compositores portugueses contemporâneos: Ana Seara, Carlos Azevedo, Carlos Lopes, Nuno Peixoto de Pinho, Rodrigo Cardoso e Vítor Faria.

ATUALIDADE
Manuel Emílio Porto
Manuel Emílio Porto

A Câmara Municipal das Lajes do Pico e o Grupo Coral das Lajes do Pico, em parceria com o Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa – MIC.PT, promovem o V Prémio Nacional de Composição Coral Manuel Emílio Porto. O Município das Lajes do Pico, considerando a extraordinária dimensão artístico-musical do maestro Manuel Emílio Porto que foi uma figura fundamental do universo musical e coral açoriano, tomou a iniciativa de organizar este concurso com o objetivo de estimular a criação de novas obras para coro, valorizando, simultaneamente, a língua portuguesa. O concurso, dirigido a compositores de nacionalidade portuguesa a residir ou não em Portugal, ou de nacionalidade estrangeira a residir em Portugal há mais de dois anos, compreende as categorias de Coro Misto e Vozes Brancas. O júri do concurso é constituído por Christopher Bochmann, Jorge Matta e Hildeberto Peixoto, sendo que o prazo de entrega de trabalhos é 6 de abril de 2025.

Estão abertas, até ao próximo dia 18 de julho, as candidaturas para a 8.ª edição do Prémio de Composição Acordeão, uma iniciativa da Associação Folefest com o objetivo de promover e incentivar a criação musical contemporânea para acordeão na sua vertente erudita, contribuindo desta forma para o desenvolvimento, em quantidade e qualidade, deste repertório. O prémio destina-se a compositores de nacionalidade portuguesa ou estrangeiros residentes em Portugal, de qualquer idade. As obras a apresentar (para acordeão solo ou acordeão com eletrónica) têm de ser inéditas, reservando-se à organização do prémio o direito à estreia absoluta das obras premiadas. O júri do prémio é formado por: Amílcar Vasques-Dias (compositor), Ângela da Ponte (compositora) e Paulo Jorge Ferreira (acordeonista/ compositor e presidente do júri).

O Grupo de Música Contemporânea de Lisboa (GMCL) anuncia o VII Concurso Internacional de Composição GMCL/ Jorge Peixinho, cujo júri conta com Ivan Fedele (presidente), Gerhard Stabler, João Madureira, Carlos Caires, Jaime Reis, Jorge Sá Machado e Nuria Nuñez Hierro (convidado especial). Este concurso é organizado bienalmente, tem como objetivos centrais o incentivo e a divulgação da criação musical, contribuindo para o incremento do repertório contemporâneo de música de câmara, e compreende duas categorias. As obras inscritas para categoria A devem contemplar todos os instrumentos presentes no GMCL: mezzo-soprano, flauta transversal, clarinete, violino, viola, violoncelo, harpa, percussão e piano. As obras da categoria B, referente à música de câmara, devem usar, no mínimo, quatro dos nove elementos acima. Ambas as categorias aceitam obras com eletrónica. Quanto aos concorrentes, não há restrições de idade nem limite para o número de obras enviadas. Os trabalhos premiados serão apresentados num concerto gravado e transmitido pela Antena 2. A chamada para o concurso está aberta até 25 de julho.

A fim de incentivar a criação e a difusão de novas obras acusmáticas/ eletroacústicas, a Miso Music Portugal promove e organiza a 26.ª edição do Concurso Internacional de Composição Eletroacústica Música Viva 2025. A data limite para apresentação das obras a concurso é 31 de julho de 2025 (23h59, tempo de Lisboa) e os resultados serão anunciados a 31 de outubro de 2025. A obra premiada será difundida através da Orquestra de Altifalantes da Miso Music Portugal durante o festival Curto-Circuito que terá lugar em dezembro de 2025 em Lisboa. O júri do 26.º Concurso Internacional de Composição Eletroacústica – Música Viva 2025 é constituído por: Hans Tutschku, Manuella Blackburn e Miguel Azguime.

A Fundação da Casa de Mateus, em colaboração com o Sond’Ar-te Electric Ensemble, e a blablaLab Associação Cultural, anuncia a segunda edição do Concurso Internacional de Composição de Lied Álvaro García de Zúñiga – Casa de Mateus – Sond’Ar-te. Promovendo a escrita de Lied, este concurso visa incentivar a criação, interpretação e divulgação de novas obras musicais que combinam a voz com instrumentos e com a possibilidade de inclusão de meios eletroacústicos. As candidaturas estão abertas a compositores de todas as nacionalidades, que podem submeter até duas composições inéditas, não estreadas, não publicadas comercialmente, nem premiadas em outros concursos. As obras devem ter uma duração entre 7 e 15 minutos e ser escritas para duo. A escolha dos textos para as composições deverá incidir na obra de Álvaro García de Zúñiga, cujos textos propostos podem ser consultados nos sítios das entidades parceiras. O prazo para submissão das candidaturas é 31 de dezembro de 2025.
Entrevistas MIC​.​PT
vídeo · entrevistas
imagem ilustrativa · Unsplash
No passado mês de novembro o MIC.PT publicou no Canal YouTube mais duas Entrevistas do ciclo Na 1.ª Pessoa com os compositores Diogo da Costa Ferreira e Luís Neto da Costa, conduzidas pelo musicólogo e jornalista Pedro Boléo e gravadas em 2023 no O’culto da Ajuda em Lisboa.
Presentemente o Canal YouTube do MIC.PT contém vídeos com 35 Novas Entrevistas a compositoras e compositores residentes em Portugal realizadas desde 2019, assim como oito Entrevistas do Arquivo do MIC.PT realizadas entre 2003 e 2005.
Conduzidas por Pedro Boléo, filmadas no O'culto da Ajuda em Lisboa e realizadas no contexto do ciclo Na 1.ª Pessoa das emissões radiofónicas Música Hoje e Música de Invenção e Pesquisa (produzidas pelo MIC.PT e pela Miso Music Portugal para a Antena 2), estas Novas Entrevistas constituem uma (re)visita ao universo criativo dos vários compositores e compositoras editados pelo MIC.PT, dando seguimento às Entrevistas Históricas realizadas pelo MIC.PT há quase 20 anos e que agora constituem registos únicos da evolução da linguagem de cada um dos artistas entrevistados.
Para aceder às Entrevistas sigam as ligações em baixo e/ ou visitem o Canal YouTube do MIC.PT.
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