actividades dos compositores editados pelo MIC​.​PT
Tiago Cutileiro

Tudo Nunca Sempre
o Mesmo Diferente Nada (TNSoMDN)
é um projecto operático de Tiago Cutileiro – compositor editado pelo MIC.PT – cuja versão integral estrear-se-á em Fevereiro durante dois concertos: no dia 21 de Fevereiro no Teatro Municipal da Guarda e no dia 27 no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco. Os espectáculos – encenados por Sónia Baptista, Leonor Keil e André e. Teodósio; na interpretação de Inês Simões, Maria João Sousa, Nélia Gonçalves, Maria Ermida e do ]agrupamento ars ad hoc[ – continuarão também
em Março, nomeadamente, no dia 1 no Teatro do Campo Alegre no Porto. Não deixando de ser uma ópera, no seu sentido mais clássico, TNSoMDN envolve uma concepção simultânea de música, libreto, projecção vídeo, e ence-nação que, apesar da música "não-narrativa", de uma partitura "não-determinista", e de uma encenação não discursiva, promove uma percepção quase linear do texto como elemento centralizador.
Ricardo Ribeiro

Recit I​ (2019) para cinco molas de amortecimento de carro é uma nova obra de Ricardo Ribeiro – compositor editado pelo MIC.PT – que será estreada pelo percussionista Nuno Aroso no dia 22 de Fevereiro em Colónia na Alemanha (ON – Neue Musik Köln). O programa deste concerto intitulado Xcuse me the naked materials: Out Of Order, que conta também com
a participação de Luís Antunes Pena (electrónica), inclui ainda a obra deste compositor editado pelo MIC.PT – Três Quadros Sobre Pedra (2008); `Xcuse me while I kiss the Sky (2010) de Pedro Junqueira Maia; e ainda a música
de Panayiotis Kokoras e Nicolas Collins. Na sua música Ricardo Ribeiro emprega na composição técnicas espec-trais e dá muita atenção à procura de novas qualidades sonoras. De acordo com a estratégia “dizer o máximo com o mínimo”, utiliza elementos como repetição e “articulação da matéria”, aproximando-se de compositores como Beat Furer ou Pierluigi Billone.
António de Sousa Dias

Os filmes – Fordlandia Malaise de Susana de Sousa Dias e A Story from Africa de Billy Woodberry –, criados com a parti-cipação de António de Sousa Dias, foram seleccionados para o 14. Forum Expanded: ANTIKINO (The Siren’s Echo Chamber) da 69.ª edição do Festival de Cinema de Berlim (Internationale Filmfestspiele Berlin; 7-17 de Fevereiro). "O meu trabalho para o cinema e audiovisuais é importante na medida em que transfiro certas questões sonoras para o universo da imagem e vice-versa: por exemplo questões de relação «figura-fundo», «campo-espaço», etc., encon-tram eco não só nas minhas obras visuais, como nas obras musicais unificadas através de alguns conceitos ou noções do meu universo sonoro" – diz este compositor editado pelo MIC.PT, cujo 60.º aniversário celebramos ao longo deste ano (entrevista dada ao MIC.PT em Abril de 2017).
Vítor Rua

Give Guitars to People
é um espectáculo de improvisação meta-idiomática com nova música por Vítor Rua (compositor editado pelo MIC.PT), Jochen Arbeit e NATürlich, que terá lugar no dia 16 de Fevereiro no teatro Volksbühne em Berlim na Alema-nha. Este projecto é composto por experiências sonoras isoladas de cada um dos participantes, não obstante o encontro entre os músicos / compositores cria um percurso idiomático, construindo uma sonoridade única sem que uma relação concreta entre os intérpretes se torne evi-dente. "Eu sou improvisador e sou compositor, logo existe um ping-pong constante entre estas duas actividades que se complementam" – diz Vítor Rua na entrevista dada ao MIC.PT em Dezembro de 2016. Em Portugal o espectáculo Give Guitars to People será apresentado no O'culto da Ajuda em Lisboa no dia 16 de Março.
Sofia Sousa Rocha

A obra A verdadeira Hidrostória do Elefonte​ (2018) para narrador e orquestra de câmara
de Sofia Sousa Rocha – compositora editada pelo MIC.PT –, a partir do conto de Mário João Alves, será apresentada no próximo dia 16
de Fevereiro no Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa. O programa deste evento, que conta com a participação de Mário João Alves (narração) e da Orquestra Sinfónica Portuguesa, inclui ainda obras de Fátima Fonte (Era uma vez eu alface) e Sara Ross (Uma história que começa pelo fim). Estas três histórias musicais para crianças com narrador para orquestra de câmara constituem enco-mendas dos Estúdios Victor Córdon e do Teatro Nacional de São Carlos. Outra obra de Sofia Sousa RochaPor um dia igual (2014) para piano a quatro mãos – será tocada pelo Kla-Vier Duo (Patrícia Ventura e Sónia Amaral) nos dias 18 e 22 de Fevereiro em Lisboa e no Porto.
João Pedro Oliveira

A versão para flauta, pia-no, guitarra, violoncelo
e percussão da obra Tensão-Deformação​ (2017-19) de João Pedro Oliveira – compositor editado pelo MIC.PT – terá a sua estreia mundial no dia 17 de Fevereiro no Espaço Lisboa Incomum, no âmbito do concerto de lançamento do Tesseract Ensemble. O programa deste concerto incluirá também a música de Jaime Reis e Jorge Peixinho – com-positores editados pelo MIC.PT; e ainda de Roberto Victorio e Paul Chihara. Adicionalmente, este mês outra obra de João Pedro OliveiraTesseract (2017), vídeo-música – está incluída na programação do WAV Venice Audio-Visual Show, que decorre entre os dias 1 e 9 de Fevereiro.
A mesma peça do compositor foi também apresentada na 2.ª Semana Cultural do Conservatório Profissional de Músi-ca Manuel Carra em Málaga (Programa Synchresis 37, 29 de Janeiro – 1 de Fevereiro).
Paulo Bastos

A obra Prelude to a Rock and Fugue​ (2013) para piano a quarto mãos de Paulo Bastos – compositor editado pelo MIC.PT – será estreada pelo Kla-Vier Duo no próximo dia 18 de Fevereiro no Palácio Foz em Lisboa. O programa deste concerto, que se repetirá no dia 22 na Casa das Artes no Porto, inclui também obras de Sofia Sousa Rocha e Fernando C. Lapa (Storyboard, 2003) – compositores editados pelo MIC.PT; e ainda de Ligeti, Pärt e Bach / Kurtág. "Escrevi esta obra, dedicada ao Kla-Vier Duo, tendo como pano de fundo alguns lugares comuns da música, desde logo pela alusão a uma forma (prelúdio), a um género (rock) e a uma técnica (fuga). Esta obra para piano a quatro mãos é uma peça descontraída, quase irónica, nomeadamente no título onde encontramos, entre o clássico prelúdio e a ortodoxa fuga, um provo-catório rock. Numa atmosfera que oscila entre um prelúdio de estilo grave, um rock com algum swing e uma fuga invulgar (sujeito e contra-sujeito começam simulta-neamente!) a obra propõe uma unidade estrutural na diversidade dos materiais" – revela-nos Paulo Bastos.
Jaime Reis

Fluxus, pas trop haut dans le ciel (2017), música electroacústica para sis-tema em forma de cúpula (16 canais) de Jaime Reis faz parte do programa do Festival DME – Dias de Música Electroacústica, a decorrer entre os dias 19 e 22 de Fevereiro na Escola Superior de Música de Lisboa, no Cine-Teatro Avenida em Castelo Branco e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no Porto. A programação destes concertos incluirá também a música dos outros dois compositores dedicados à criação musical electroacústica: Mario Mary da Argentina e Robert Normandeau do Canadá. Adicionalmente, no âmbito do Prémio Russolo, do qual Jaime Reis – compositor editado pelo MIC.PT – é um dos sete vencedores, a obra Fluxus, pas trop haut dans le ciel será apresentada em concerto a 23 de Fevereiro no Chimeres.Space em Atenas na Grécia. O Prémio Russolo, cuja organização desde 2010 é da esponsabilidade do Studio Forum em colaboração com a fundação Russolo-Pratella, foi criado em 1979 em homenagem ao compositor e pintor italiano Luigi Russolo.
MIGUEL AZGUIME

A obra Descriptions de la Matière de Miguel Azguime – compositor editado pelo MIC.PT – faz parte do programa do Recital Antena 2 da pia-nista Elsa Silva, que vai decorrer no próximo dia 26
de Fevereiro no O'culto da Ajuda. Foi em 2016, pre-cisamente neste espaço lisboeta dedicado à nova música e que desde a sua criação em 2014 defende a liberdade de expressão artística, que Elsa Silva estreou esta obra para piano e electrónica de Miguel Azguime, no contexto do ciclo Piano Extraordinário. Adicionalmente, juntamente com os compositores Trevor Wishart (Reino Unido) e Gilles Gobeil (Canadá), Miguel Azguime faz parte do júri do
20.º Concurso Internacional de Composição Electro-acústica Música Viva 2019
, lançado e organizado pela Miso Music Portugal a partir de 2000.
Daniel Moreira

Este mês de Fevereiro Daniel Moreira – compo-sitor editado pelo MIC.PT e especialista em teoria musical – é formador no âmbito do 10.º Curso Livre de História da Música Saber Ouvir (2.º Módulo: Música e Linguagem) – a decorrer nos dias 11, 18 e 25 na Casa da Música no Porto. Este Curso é uma panorâmica histórica sobre a ligação ancestral entre música e linguagem, da Antiguidade Clássica à actualidade. O que distingue (e
o que aproxima) os dois meios? Quais as condições para serem combinados? Em que medida a linguagem pode servir de modelo para o pensamento sobre a música (ou o contrário)? Este módulo mostra ainda como música e lin-guagem têm sido combinadas de diferentes formas pelos compositores, passando pela polifonia medieval, a sinfonia clássico-romântica e a ópera actual.
MÚSICAS NOTURNAS #2

Depois de Músicas Notur-nas #1 o Curso de Composição da ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto, apresenta o capítulo #2 deste ciclo dedicado à nova música portuguesa. Neste sentido, no dia 7 de Fevererio no Teatro Helena Sá e Costa no Porto será possível ouvir a música de seis criadores: Rui Penha, Ângela da Ponte (compositores editados pelo MIC.PT); e ainda de Carlos Azevedo, Dimitris Andrikopoulos, Fátima Vieira e Telmo Marques. O espectáculo Músicas Noturnas #2 conta com a participação dos músicos: Constantin Sandu, Fernando Ramos, Gilberto Bernardes, Jeffery Davis, João Pedro Lourenço, Mário Teixeira e Nuno Aroso.
Recital Antena 2 no O'culto da Ajuda · Elsa Silva – piano

Estreia absoluta de uma nova obra para piano de Álvaro Salazar, Descriptions de la Matière (2016) para piano e electrónica de Miguel Azguime (compositor editado pelo MIC.PT), Groupes II para piano de Armando Santiago, e ainda uma selecção de Sonatas e Interlúdios para piano preparado de John Cage e Sequenza IV para piano de Luciano Berio – são as obras que compõem o recital da pianista Elsa Silva, que terá lugar no próximo dia 26 de Fevereiro no O'culto da Ajuda em Lisboa. Desde Outubro de 2018 a Miso Music Portugal apresenta em colaboração com a Antena 2, uma vez por mês à terça-feira, um recital transmitido em directo com intérpretes de excepção para dar voz à música do nosso tempo a partir do O’culto da Ajuda. Este é um ciclo de concertos a solo por intérpretes portugueses incontornáveis a interpretar obras de referência lado a lado com
a música de compositores portugueses da actualidade, com significativas estreias absolutas e apresentado também
os instrumentos acústicos em combinação com as transformações electrónicas.
TessEract Ensemble · Concerto de Lançamento

Obras de três compositores editados pelo MIC.PT – Sândalo de Prata (2018) para flauta e guitarra de Jaime Reis; Sine Nomine (1987/1988) para formação variável (flauta, piano, guitarra, violoncelo, percussão) de Jorge Peixinho; e a estreia da versão para quinteto (flauta, piano, guitarra, violoncelo, percussão) da obra Tensão-Deformação (2017-19) de João Pedro Oliveira – estão incluídas no programa do Concerto de Lançamento do Tesseract Ensemble, que decorrerá no dia 17 de Fevereiro no Espaço Lisboa Incomum. Como dizem os seus criadores: "o Tesseract Ensemble – grupo residente no Espaço Lisboa Incomum – nasce do simples e genuíno desejo de fazer música do nosso tempo". Formado por intérpretes conceituados, o Tesseract propõe-se como um veículo para fomentar e promover a música de compositores portugueses. Para o Espectáculo de Lançamento, Monika Streitová (flauta), Marco Fernandes (percussão), Pedro Rodrigues (guitarra), Miguel Rocha (violoncelo) e Ana Cláudia Assis (piano) escolheram cinco obras, incluindo ainda a estreia absoluta de Micro-fragmentos II do compositor brasileiro Roberto Victorio e a primeira audição em Portugal de Ceremony II (Incantations) do compositor norte-americano Paul Chihara.
 
música hoje na antena 2
8 de Fevereiro, à 1h00
José Luís Ferreira

O Música Hoje realiza em Fevereiro dois programas especiais dedi-cados ao compositor José Luís Ferreira, falecido em Fevereiro
de 2018. Para além da audição de obras suas, Música Hoje organiza uma mesa redonda moderada por Pedro Boléo com António de Sousa Dias, Carlos Caires, Miguel Azguime e Philippe Trovão para conhecer um pouco melhor a sua obra e o legado que deixou enquanto compositor, professor e investigador, para além de incansável divulgador da música contem-porânea. Neste grupo de quatro nomes encontram-se colegas, mas simultaneamente também professor e aluno, para um olhar diverso sobre este compositor precoce-mente desaparecido. José Luís Ferreira deixou-nos muito jovem, aos 44 anos, deixando mais pobre a música portuguesa. Uma oportunidade para lembrar e homena-gear José Luís Ferreira, mas também conhecer melhor
a sua obra musical e o seu percurso de vida.
22 de Fevereiro, à 1h00
José Luís Ferreira

O segundo programa de Fevereiro prossegue a mesa redonda dedi-cada ao compositor José Luís Ferreira, falecido em Fevereiro do ano passado. Para além da audição de obras suas, Música Hoje organiza uma conversa moderada por Pedro Boléo com alguns compositores
e músicos amigos seus, como António de Sousa Dias, Carlos Caires, Miguel Azguime e Philippe Trovão para conhecer um pouco melhor a sua obra e o legado que deixou enquanto compositor, professor e investigador, para além de incansável divulgador da música contem-porânea. José Luís Ferreira deixou-nos muito jovem, aos 44 anos, deixando mais pobre a música portuguesa. Uma oportunidade para o lembrar e homenagear, mas também conhecer melhor a sua obra e a sua vida.
Novas Partituras no MIC​.​PT
A edição de partituras pelo MIC.PT tem como alvo a distribuição de par-tituras de obras de compositores portugueses, fomentando a sua es-colha por parte de músicos e o seu estudo no meio académico.

Christopher Bochmann (CB0122)
Pastorale (2015) · chocalhofone alentejano e orquestra
Christopher Bochmann (CB0123)
Four Fragments and a Fantasy (2015) · onze instrumentos
Amílcar Vasques-Dias (AVDias0011)
Se uma gaivota viesse ... (2016-17) · orquestra
Novos Livros no MIC​.​PT
Christopher Bochmann

Direcção de publicação: Pedro Junqueira Maia · Assistente: Sónia Correia · Textos: Ana Telles, Armando Possante, Benoît Gibson, Carlos Marecos, Christopher Bochmann, Pedro M. Rocha, Roberto Pérez e Sérgio Azevedo

Edição:
Atelier de Composição (2018)
estreias recentes
Daniel Schvetz e Humberto Ruaz
O Cavaleiro da Dinamarca
12 / 01, Centro Cultural de Belém, Lisboa
Alunos da Orquestra da EAMCN; Pedro Ferreira · maestro
Camila Salomé Menino
Primevo
14 / 01, Festival CriaSons, Palácio Foz, Lisboa
Brian MacKay · direcção; Katharine Rawdon · flauta; Paulo Gaspar · clarinete; Catherine Strynckx · violoncelo; Adriano Aguiar · contrabaixo
Cândido Lima
Cadernos de Invenções (Série B) · Sons para Descobrir – Títulos para Inventar
14 / 01, Festival CriaSons, Palácio Foz, Lisboa
Brian MacKay · direcção Natasa Sibalic · soprano; Ana Cláudia de Assis · piano; Katharine Rawdon · flauta; Paulo Gaspar · clarinete; Eliot Lawson · violino; Luís Pacheco Cunha · violino; Catherine Strynckx · violoncelo; Adriano Aguiar · contrabaixo
Luís Tinoco
Fados geneticamente Modificados
14 / 01, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid
[ka'mi]
Sonderart des Kreisens II
17 / 01, Art's Birthday 2019, O'culto da Ajuda, Lisboa
Sond'Ar-te Electric Ensemble; Pedro Carneiro · direcção;
Sílvia Cancela · flauta; Nuno Pinto · clarinete; Vítor Vieira · violino; Luís André Ferreira · violoncelo; Elsa Silva · piano
João Carlos Pinto
anti-manifesto.exe
17 / 01, Escola Superior de Música de Lisboa
La Esfera: Colectivo; João Carlos Pinto · performer
Gonçalo Gato
NowState
18 / 01, SoundState Sessions, Southbank Centre, Londres
Phillip Leslie · piano
Francisca Martins
Parade
18 / 01, Codarts, Rotterdam, Países Baixos
Ensemble instrumental do projecto Opus III
Rúben Borges
O tempo tudo acaba
26 / 01, 3 Mini Óperas de Laboratório, Palácio do Sobralinho
Rui Beata · barítono; Inês Simões · soprano; Catherine Stockwell, Daniela Pinheiro, João Carlos Barata, Sofia Azevedo · ensemble
Luís Soldado, Alexandre Lyra Leite · direcção artística
João Ricardo
A dor de todas as ruas vazias
26 / 01, 3 Mini Óperas de Laboratório, Palácio do Sobralinho
Rui Beata · barítono; Inês Simões · soprano; Catherine Stockwell, Daniela Pinheiro, João Carlos Barata, Sofia Azevedo · ensemble
Luís Soldado, Alexandre Lyra Leite · direcção artística
Luís Salgueiro
hoje é dia de coisas simples
26 / 01, 3 Mini Óperas de Laboratório, Palácio do Sobralinho
Rui Beata · barítono; Inês Simões · soprano; Catherine Stockwell, Daniela Pinheiro, João Carlos Barata, Sofia Azevedo · ensemble
Luís Soldado, Alexandre Lyra Leite · direcção artística
Festival CriaSons

O próximo concerto no âmbito da 2.ª edição do Festival CriaSons – Tendências da Música de Câmara Portuguesa Contemporânea decorrerá no dia 11 de Fevereiro no Palácio Foz em Lisboa. Esta vez o Compositor / Músico Residente responsável pela composição do repertório é Alejandro Erlich Oliva. O pro-grama por si concebido, intitulado Argentino em Portugal, inclui obras da sua própria autoria: Três Aires Argentinos (2015), Pequeña Canción y Danza (2017), Tres Danzas Argentinas (2018) e Três Canções (2016); e ainda: Amen para uma Ausência (1987) de Constança Capdeville (compositora editada pelo MIC.PT), a estreia absoluta da peça Opus Brevis (2018) para quinteto de cordas composta para o CriaSons por Samuel Pascoal, assim como a música de Diego Kovadloff, Alberto Ginastera e Astor Piazzolla. "Este programa enquadra-se numa evidente confluência de critérios estéticos, históricos e pessoais. A matriz autoral é argentina e portuguesa, como corresponde à minha condição de residente e admirador do generoso país que me recebeu de braços abertos em 1976, ano em que a Argentina mergulhava na tragédia de uma feroz ditadura. A escolha dos compositores simboliza a permanente passagem de testemunho e a troca de influências estilísticas que caracterizam desde sempre o devir da cultura" – revela Alejandro Erlich Oliva. Os intérpretes do concerto são: Natasa Sibalic (soprano), Alejandro Erlich Oliva (contrabaixo) e o Quarteto Lopes-Graça com Luís Pacheco Cunha e Maria José Laginha (violinos), Isabel Pimentel (violeta) e Catherine Strynckx (violoncelo).
Novidades MIC​.​PT
Compositores Portugueses no World Music Days 2019

A Miso Music Portugal e o Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa – MIC.PT, enquanto Secção Portuguesa da ISCM – International Society for Contemporary Music, têm o prazer de anunciar que no âmbito da candidatura oficial para o World Music Days 2019, que incluiu obras de seis compositores e compositoras portuguesas, o júri do WMD 2019 escolheu três composições: Obsidia – dos sons invisíveis ou das imagens audíveis (2017), obra electroacústica de João Castro Pinto; Metamorphosis and Resonances for Harp Solo (2017) de Hugo Vasco Reis; e Peaceful Meeting (2016) para violoncelo e contrabaixo de Clotilde Rosa. No total, os organizadores do World Music Days 2019 receberam mais que 500 candidaturas, entre as quais foram escolhidas 99 obras de compositores do mundo inteiro para incluir na programação do Festival. O World Music Days da ISCM é um evento anual, que todos os anos decorre num país diferente, organizado para celebrar a criação musical contemporânea. Na edição de 2019 este Festival intitulado Through the Forest of Songs terá lugar na Estónia (Tallinn / Tartu) entre os dias 2 e 10 de Maio. Como sublinham os organizadores do evento, incluindo a União de Compositores da Estónia, um dos objectivos do WMD 2019 é apresentar um programa que “reflecte a música contemporânea num espectro tão rico e extenso, quanto possível”.
Lino Guerreiro
Nova Página de Compositor

A partir de agora o MIC.PT tem uma nova Página de Compositor dedicada a Lino Guerreiro, que em 2008 terminou o Curso de Composição na ESML – Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com Carlos Caires, Christopher Bochmann, José Luís Ferreira e Sérgio Azevedo, na área específica da Composição; e com outros compositores / músicos / musicólogos como Carlos Marecos, João Madureira, Roberto Perez e Benoît Gibson, nas restantes áreas curriculares. Em 2012, terminou o Mestrado em Música (Composição) pela ESML, sob a orientação de António Pinho Vargas. No mesmo ano, terminou o Mestrado em Ensino de Música pela ESML, sob a orientação de António Pinho Vargas, Carlos Marecos e Francisco Cardoso. A sua actividade enquanto compositor desenvolve-se maioritariamente na área dos instrumentos de sopro e percussão. Lino Guerreiro é professor de Análise e Técnicas de Composição e de Música de Câmara no Conservatório de Música D. Dinis em Odivelas e professor de Teoria e Análise Musical e de Música de Câmara na Escola Profissional da Metropolitana.
Bruno Monteiro
Nova Página de Intérprete

No passado mês de Janeiro o MIC.PT activou uma nova Página de Intérprete dedicada a Bruno Monteiro, considerado pelo jornal Público como sendo "sem dúvida, um dos melhores violinistas portugueses da actualidade". Bruno Monteiro estreou-se publicamente em recital aos 13 anos de idade no Teatro São Luís de Lisboa e no Teatro Rivoli do Porto e aos 14 como solista com orquestra no Teatro Nacional de São Carlos. Desde então e com um repertório que se estende de Bach a Corigliano, incluindo os principais compositores portugueses (Armando José Fernandes, Fernando Lopes-Graça e António Pinho Vargas, entre outros), lidera uma intensa actividade concertística, apresentando-se em recital, como solista com orquestra e em música de câmara nas mais destacadas salas de concerto e festivais de música em Portugal e no estrangeiro. Um notável intérprete de gravação, os seus últimos registos discográficos incluem a integral da obra para Violino e Piano e Violino Solo de Fernando Lopes-Graça para a Naxos (2014), que foi elogiada pelas mais importantes revistas e jornais musicais.
Actualidade
Resultados do projecto:
Criação, Circulação, Registo e Edição de obras de Música Portuguesa Contemporânea

A ESML – Escola Superior de Música de Lisboa e o Instituto Politécnico de Lisboa apresentam os resultados do projecto de investigação Criação, Circulação, Registo e Edição de obras de Música Portuguesa Contemporânea, financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do programa PT2020. Neste sentido, na segunda metade de Fevereiro no Teatro Thalia em Lisboa serão lançados três CDs e 30 partituras (edições pelo MPMP – Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa), de compositores portugueses: André Simões, António Pinho Vargas, Carlos Caires, Carlos Marecos, Christopher Bochmann, Diogo da Costa Ferreira, Érica Liane, João Caldas, João Carlos Pinto, João Ceitil, João Damas, João Llano, João Madureira, Jorge Ramos, José Luís Ferreira, José Maciel, Lucas Rei Ramos, Manuel Moreira, Miguel Diniz, Nuno Trocado Olívia Silva, Paulo Novado, Pedro F. Finisterra, Pedro Latas,
Pedro Lima, Pedro Nunes, Solange Azevedo, Telmo Lopes e Tiago Cabrita. No âmbito do lançamento terão lugar também dois concertos com música de compositores portugueses –
21 e 22 de Fevereiro, Teatro Thalia em Lisboa (entrada livre).
20.º Concurso Internacional de Composição Electroacústica Música Viva 2019

A fim de incentivar a criação e a difusão de novas obras electroacústicas, a Miso Music Portugal promove o 20.º Concurso Internacional de Composição Electroacústica Música Viva 2019. A data limite para a apresentação das obras a concurso é 27 de Fevereiro. A peça vencedora será anunciada no Festival Música Viva 2019, que terá lugar no O’culto da Ajuda em Lisboa entre 24 de Maio e 1 de Junho. As obras electroacústicas submetidas para o Concurso devem incluir o máximo de oito canais, tendo a duração entre 5 e 15 minutos. Esta iniciativa é dirigida a compositores de todas as nacionalidades e idades, sendo que cada um deles pode submeter apenas uma obra – não editada comercialmente e não premiada em nenhum outro concurso nacional ou internacional. O júri do Concurso é constituído por: Trevor Wishart, Gilles Gobeil e Miguel Azguime.
José Lopes e Silva (1937-2019)

No passado mês de Janeiro deixou-nos o compositor e músico José Lopes e Silva (1937-2019), autor de numerosas obras, sobretudo para guitarra solo, mas também dentro dos géneros da música de câmara, electroacústica, vocal e teatro musical. Membro proeminente do Grupo de Música Contem-porânea de Lisboa, guitarrista, "gritarrista e manipulador de som" (como se costumava apresentar), José Lopes e Silva foi um dos pioneiros da Nova Música em Portugal. Nascido em 1937, em Calvelo (Lafões), foi a partir dos anos 70 do século passado que Lopes e Silva se dedicou ao estudo da música contemporânea e das novas correntes musicais. Trabalhou com Jorge Peixinho, Álvaro Salazar, Luís de Pablo e Filipe Pires. Em 1975, participou em cursos sobre interpretação e informação sobre a música contemporânea para guitarra na Alemanha, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Um ano depois, frequentou os Cursos de Darmstadt, sob a orientação de György Ligeti, Mauricio Kagel e Cristóbal Halffter. Com a obra Epígono I, Lopes e Silva esteve presente no Festival Internacional World Music Days de 1980, em Israel. O músico realizou também inúmeros concertos a solo e com o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa em Portugal, Brasil, Espanha, França, Alemanha, Polónia, Finlândia, Jugoslávia, Países Baixos, Israel e Itália.
Agenda Catálogo de Partituras MIC.PT Espaço Crítica para a Nova Música MIC.PT EN MISOMUSIC.COM MIC.PT Twitter IAMIC Facebook